As casas em que Adolf Hitler viveu foram cenários de eventos cruciais na perturbada vida do genocida alemão: tentativas de assassinato, suicídios e muitos segredos sombrios. Confira a seguir as revelações surpreendentes sobre as residências do líder nazista

Prinzregentenplatz 16, em Munique: o apartamento privado de Hitler

O ditador dividiu seu tempo em quatro principais propriedades. Hitler vivia em um apertamento de luxo de 9 quartos em Munique (foto) quando se declarou ‘Führer’, em 1934. O lugar foi utilizado posteriormente em visitas ao sul da Alemanha

Prinzregentenplatz 16, em Munique: o apartamento privado de Hitler

Hitler mudou-se em 1929 ao apartamento, que foi financiado pelo editor nazista Hugo Bruckmann e decorado com móveis contemporâneos pelo designer Gerdy Troost. A inspiração estética seguia a tendência nazista de evitar uma suposta ‘arte degenerada’

Prinzregentenplatz 16, em Munique: o apartamento privado de Hitler

Hitler gostava de mostrar seu apartamento aos líderes mundiais que tentava impressionar. A propriedade recebeu encontro com o ditador italiano Benito Mussolini em 1937 e com o primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain um ano depois

Prinzregentenplatz 16, em Munique: o apartamento privado de Hitler

De acordo com historiadores, a namorada de Hitler, Eva Braun, mostraria esta foto do encontro com Chamberlain a amigos: ‘Se ele soubesse o que este sofá já viu…’

O prédio ainda está de pé e atualmente abriga a Polícia de Munique

Chancelaria do Reich, em Berlin: residência oficial de Hitler

Quando se autoproclamou ‘Führer’, em 1934, Hitler alojou-se no apartamento privado do ex-presidente da Alemanha e o renomeou para ‘Führerwohnung’, que significa ‘apartamento do líder’

Chancelaria do Reich, em Berlin: residência oficial de Hitler

Hitler não se impressionou com o espaço e constatou que os aposentos eram impróprios a um líder de sua magnitude

Chancelaria do Reich, em Berlin: residência oficial de Hitler

Hitler remodelou toda a antiga chancelaria e, para isso, chamou seu arquiteto pessoal, Albert Speer. O profissional, durante a Segunda Guerra Mundial, também viria a supervisionar campos de trabalho escravo em territórios ocupados

Chancelaria do Reich, em Berlin: residência oficial de Hitler

A residência oficial era o local de encontro entre Hitler e Eva Braun, mas o casal era discreto e evitava aparições em público. O líder nazista acreditava que as mulheres do Reich ficariam ensandecidas se soubesse que ele não estava mais solteiro

Chancelaria do Reich, em Berlin: residência oficial de Hitler

Ávido por manter o relacionamento com Eva Braun em segredo, Hitler a fazia usar uma entrada pelos fundos da chancelaria

Chancelaria do Reich, em Berlin: residência oficial de Hitler

Eva Braun tentou o suicídio em 1935, na residência oficial, ao tomar uma dose exagerada de remédios para dormir. Esta foi a segunda tentativa de tirar a própria vida, sendo a primeira em 1932

Chancelaria do Reich, em Berlin: residência oficial de Hitler

A tentativa de suicídio foi motivada pela obsessão de Hitler com o segredo do relacionamento, que os impedia de casar e levar uma vida juntos

Berghof: o retiro no campo

O lugar preferido de Hitler para descansar ficava nos Alpes Bávaros, no sul da Alemanha, em Berghof

Berghof: o retiro no campo

A casa foi comprada em 1933 com o dinheiro das vendas de sua autobiografia, o famoso ‘Mein Kampf’ (Minha Luta)

Berghof: o retiro no campo

O retiro, apelidado de ‘Berghof’, era um dos poucos locais em que Hitler podia viver seu relacionamento com Eva Braun, distante dos holofotes

Berghof: o retiro no campo

Para suavizar a imagem brutal do ‘Führer’, a propaganda nazista explorou bastante a estadia de Hitler em Berghof. Fotos de um cavalheiro apaixonado por crianças e animais foram amplamente publicadas por jornais e revistas alemãs da época

Berghof: o retiro no campo

Hitler era frequentemente fotografado com crianças. Na foto, a garota Bernile Nienau foi convidada a ir à casa de campo depois de conhecer o chanceler em um comício em 1933. A afinidade deu-se por partilharem a mesma data de aniversário

Berghof: o retiro no campo

Hitler ficou tão próximo à menina que ela chegou a ser descrita como ‘filha do Führer’ pela imprensa. Nienau, no entanto, era considerada indesejada pelo regime nazista. O motivo? Ser um quarto judia

Berghof: o retiro no campo

Surpreendentemente, Hitler estava preparado para ignorar a ascendência judaica da criança quando esta foi denunciada pelo regime nazista. Seu braço-direito, Martin Bormann, contudo, foi implacável: proibiu Neinau e sua mãe de irem a Berghof e destruiu todas as fotos da família com o ‘Führer’

Berghof: o retiro no campo

Neinau nunca mais se encontrou com Hitler novamente. Apesar de ter sido poupada dos horrores do Holocausto, a garota morreu aos 17 anos, em Munique, devido a uma paralisia espinhal decorrente de poliomelite

Covil do Lobo, Kętrzyn: QG do fronte oriental

Hitler teve diversos quartéis generais na frente oriental da Segunda Guerra, mas o Covil do Lobo, na atual Polônia, era sua principal residência durante os confrontos

Covil do Lobo, Kętrzyn: QG do fronte oriental

O líder nazista ficou um total de 800 dias durante a Guerra neste quartel general. Os aposentos de Hitler eram fortemente fortificados e ficavam em um bunker no lado norte do complexo

Covil do Lobo, Kętrzyn: QG do fronte oriental

Trancafiado na fortaleza, Hitler desconfiou que estava sendo envenenado. Então, contratou 15 mulheres para trabalharem como provadoras de suas refeições

Covil do Lobo, Kętrzyn: QG do fronte oriental

Em 20 de julho de 1944, um grupo de oficiais de alto escalão do exército alemão (‘Wehrmacht’), incluindo o aristocrata Claus von Stauffenberg (foto), tentou assassinar Hitler com uma bomba. A ‘Operação Valquíria’ foi um fracasso trágico

Covil do Lobo, Kętrzyn: QG do fronte oriental

A bomba detonou às 12h42, ferindo 22 pessoas e matando mais três. A perna da mesa em que a bomba fora colocada protegeu e salvou Hitler da explosão

Covil do Lobo, Kętrzyn: QG do fronte oriental

A retaliação foi rápida e selvagem. Os líderes, incluindo Claus von Stauffenberg, foram executados pelo pelotão de fuzilamento. Depois disso, até 5 mil alemães foram assassinados por ligação com a conspiração

Covil do Lobo, Kętrzyn: QG do fronte oriental

Fugindo das tropas soviéticas, Hitler deixou o Covil do Lobo pela última vez em novembro de 1944. Das 15 provadoras de comida, apenas uma conseguiu escapar – as outras 14 foram fuziladas em janeiro de 1945

Covil do Lobo, Kętrzyn: QG do fronte oriental

A fortaleza foi destruída por milhares de toneladas de explosivos, mas o labirinto subterrâneo não foi limpo até a metade da década de 50

Chancelaria do Reich, em Berlin: residência oficial de Hitler

Hitler seguiu vivendo esporadicamente na Chancelaria do Reich até os últimos dias da Guerra, quando, junto com Eva Braun e pessoas mais próximas, retirou-se ao ‘Führerbunker’, um abrigo antiaéreo na capital alemã

Chancelaria do Reich, em Berlin: residência oficial de Hitler

Com a invasão do Exército Vermelho, Hitler finalmente concordou em se casar com Eva Braun, união consumada em 28 de abril de 1945. Dois dias depois, o casal suicidou-se: Hitler com um tiro na cabeça e Braun com veneno

Chancelaria do Reich, em Berlin: residência oficial de Hitler

Seus corpos foram queimados nos jardins da Chancelaria do Reich. Em maio de 1945, o prédio foi quase todo destruído pelo bombardeio. Pouco depois do final da Guerra, a fortaleza foi finalmente destruída pelas tropas soviéticas

Fonte: lovemoney

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