A nova linha do iPhone, que inclui o iPhone 11, o iPhone 11 Pro e o iPhone Pro Max, já tem preço no Brasil. A Apple anunciou que os aparelhos vão custar entre R$ 5 mil e R$ 9,5 mil. Os aparelhos chegam ao varejo no dia 18 de outubro.

Mais simples dos três, o iPhone 11 vai custar R$ 5 mil (64 GB), R$ 5,2 mil (128 GB) e R$ 5,8 mil (56 GB). O iPhone 11 Pro, custará R$ 7 mil (64 GB), R$ 7,8 mil (256 GB) e R$ 9 mil (512 GB). O iPhone 11 Pro Max sairá por R$ 7,6 mil (64 GB), R$ 8,4 mil (256 GB) e R$ 9,6 mil (512 GB).

Em comparação ao ano passado, a nova família de telefones está mais barata – os preços caíram entre R$ 200 e R$ 400. Os descontos maiores ficaram com os modelos mais caros. O iPhone XR, que pode ser comparado ao iPhone 11, tinha preços que variavam entre R$ 5,2 mil (na versão com 64 GB de armazenamento) a R$ 6 mil (256 GB) – havia ainda uma versão intermediária, por R$ 5,5 mil (128 GB de armazenamento).

O iPhone XS, comparável 11 Pro, custava R$ 7,3 mil (64 GB), R$ 8,1 mil (256 GB) e R$ 9,3 mil (512 GB).  O iPhone XS Max, antecessor do 11 Pro Max, custava R$ 8 mil (64 GB), R$ 8,8 mil (256 GB) e R$ 10 mil (512 GB). 

A Apple diz que os parceiros no varejo terão diferentes opções de pagamentos, descontos e até retorno de crédito, o que pode ajudar a abater mais o valor.  

Mudança de estratégia?

A queda nos preços, apesar do dólar persistentemente alto, mostra recuo da Apple em sua estratégia de preços – em diferentes mercados, incluindo o Brasil, a marca busca posicionamento de luxo, o que se reflete em preços altos. Em alguns países, a estratégia não deu certo. Em janeiro, as ações da empresa caíram cerca de 9% no pregão da bolsa de valores Nasdaq depois que Tim Cook, presidente executivo da companhia, emitiu comunicado prevendo queda nas receitas.

O motivo principal: queda de vendas do iPhone na China, o que, ao longo do ano, motivou reajustes em diferentes mercados. Agora, a Apple parece ter entendido que precisava rever os preços no País para conter o avanço de modelos topo de linha Android, além de modelos intermediários de fabricantes chinesas como Xiaomi.  

Aparelhos trazem evoluções em processamento e câmera

Em termos de especificações, não há grandes novidades: o iPhone 11, mais barato, traz tela de 6,1 polegadas de LCD, de qualidade inferior às telas de OLED, presente nos modelos mais caros. O iPhone 11 Pro tem 5,8 polegadas de tela; já o iPhone 11 Pro Max tem 6,5 polegadas. 

Mas há duas grandes evoluções nos novos iPhones. A principal delas é o processamento: o novo chip da empresa promete ser mais rápido que os rivais e, ao mesmo tempo, mais econômico em termos de consumo de bateria. “É uma questão tecnológica: se não há evolução de energia ou no tamanho da bateria, o smartphone precisa se tornar mais eficiente”, avalia Renato Franzin, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). 

É graças ao novo chip também que a Apple pode trazer novidades na área de processamento de imagens. É algo técnico, mas que pode resultar em fotografias mais bonitas. Há evolução também na câmera – os modelos Pro trazem três lentes diferentes, capaz de tirar fotos tanto com zoom quanto com grande amplitude de campo. Já o iPhone 11 tem duas lentes, mas os três aparelhos trazem ainda um modo de fotos para a noite. “Não são coisas exatamente novas, já foram feitas por rivais como Samsung, Google e Huawei, mas a Apple traz isso tudo em uma experiência mais interessante”, afirma Pellanda, da PUC-RS. 

As duas áreas são uns dos poucos campos em que a Apple pode inovar sozinha no smartphone, sem depender de uma cadeia de fornecedores – hoje, as telas do iPhone são feitas pela Samsung; já o sensor de imagem é da Sony. “A empresa busca se destacar onde tem o domínio da tecnologia dentro de casa”, diz o professor da PUC-RS. “O que se viu não foi nada revolucionário, mas mostra evolução.” 

Fonte: link.estadao

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