Maior fornecedor de televisão pirata da Europa, o Xtream Codes, tinha cerca de cinco milhões de clientes. Foram identificados 22 suspeitos de várias nacionalidades.

Esta quarta-feira, foi anunciado o desmantelamento de uma das maiores redes pirata de IPTV da Europa, que distribuía de forma ilegal séries e filmes, alguns da Netflix. A ação foi concertada entre vários países e coordenada pelo Eurojust.

Esta rede criminosa internacional que cometia fraude com IPTV chamava-se Xtream Codes e arrancou em 2015. Para o Eurojust, a operação “demonstra que o crime organizado está a expandir as suas atividades a violações em grande escala do copyright de conteúdos audiovisuais”.

As diligências resultaram de investigações conduzidas por procuradores de Nápoles e de Roma, que se juntaram depois de o Eurojust ter aberto uma diligência. Com o apoio judicial e da polícia da Bulgária, Alemanha, Grécia, França e Holanda, foi possível identificar 22 suspeitos de várias nacionalidades.

Mais de 200 servidores foram eliminados na Alemanha, França e Holanda e cerca de 150 contas PayPal dos suspeitos foram bloqueadas.

Estes gangues terão lesado as empresas legítimas de IPTV em 6.5 milhões de euros e os seus elementos são suspeitos de cometer fraude em grande escala, cibercrime e lavagem de dinheiro. Porém, também os clientes – que podem chegar aos cinco milhões de pessoas – podem ser punidos: segundo a imprensa italiana, sujeitam-se ao pagamento de multas de 25 mil euros e uma pena de prisão entre seis meses e três anos. O jornal italiano Corriere della Sera indica que são detetáveis através do endereço IP e dos dados de pagamento.

Um dos detidos tinha 110 mil euros em numerário quando foi detido.

O “negócio” arrancou em 2015, com a retransmissão e a venda de produtos e serviços de televisão paga, semelhantes ao que era oferecido pela Sky Italia, Mediaset Premium, Netflix e Infinity. Os clientes pagavam um preço baixo pelos serviços ilegais.

Foram recolhidas provas como servidores, equipamento digital, ferramentas de pagamento, registos e outras infraestruturas. Segundo o Eurojust, o software usado para a fraude era muito sofisticado e eficiente. 

Fonte: sabado

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