Outros dispositivos também podem ser hackeados

De TV a babá eletrônica: hackers podem usar dispositivos inteligentes para vigiar a vítima com acesso à imagem e ao som da casa

Usuários que têm muitos aparelhos domésticos conectados à Internet podem colocar sua privacidade em risco. No entanto, alguns oferecem mais perigo que outros: os dispositivos que têm câmera e microfone, por exemplo, tendem a causar mais preocupação que uma lâmpada ou uma fechadura inteligente.

Qualquer equipamento ligado ao Wi-Fi está exposto a uma eventual invasão, mas os que contam com sensores que podem captar imagens e som podem ser usados para, além de vazar seus dados, dar acesso para hackers bisbilhotarem a casa. Veja, a seguir, cinco produtos smart que podem ser usados por criminosos para espionar o usuário.

Smart TVs

Por incrível que pareça, smart TVs podem ser alvo fácil de invasores, e o perigo aumenta quando o modelo tem microfone integrado. Quando hackeada, uma TV do tipo pode vazar tanto a imagem do usuário quanto, potencialmente, captar tudo o que é dito na sala sem o dono saber. Em 2015, a Samsung foi acusada de vazar gravações de voz dos usuários. Mais tarde, a empresa implementou um sistema de segurança em três estágios para solucionar o problema.

Para não ser vítimas desse tipo de vulnerabilidade, é importante optar por marcas mais reconhecidas e que têm mais chances de implementar melhorias de segurança. Além disso, é importante atualizar o sistema operacional para instalar eventuais correções de bugs liberadas pelo fabricante. Se a TV for do tipo com câmera, pode ser interessante colocar um adesivo para garantir a privacidade.

Câmeras Wi-Fi

No topo da lista de mais usadas em bot nets, as câmeras Wi-Fi são também um dos principais pontos de vulnerabilidade em uma residência conectada. Uma vez invadidas, os dispositivos podem dar ao hacker o acesso ao feed de imagens capturados pela lente. O problema é maior quando o equipamento de segurança está do lado de dentro da casa, situação em que a câmera pode ser usada para vigiar a rotina do usuário.

A principal dica para se proteger é usar sempre câmeras com conexão criptografada. Dessa maneira, os dados enviados pelo aparelho aos servidores da fabricante não podem ser lidos por um invasor – na prática, seus vídeos pessoais só podem ser visualizados por você. Câmeras de empresas renomadas, como a Nest, do Google, oferecem esse tipo de vantagem.

Opte por câmeras Wi-Fi de grandes fabricantes — Foto: Reprodução/Google Imagens

Caixas de som inteligentes

Google Home, Amazon Echo e Apple HomePod são alguns exemplos de caixas de som smarts que captam a voz do usuário e podem ser alvo de invasão. Como os aparelhos usam conexão criptografada, um criminoso teria que roubar a senha do dono para entrar na conta e ter acesso ao histórico de comandos de voz. O aparelho da Amazon, por exemplo, mantém as gravações, a menos que o usuário apague por conta própria.

Para se manter seguro, o melhor a fazer é ativar o login em duas etapas da sua conta para evitar que o perfil seja invadido. É importante também evitar marcas desconhecidas com reputação desconhecida a respeito do nível de segurança dos servidores.

Proteja sua conta Amazon para não vazar gravações guardadas no Echo — Foto: Divulgação/Amazon

Babá eletrônica

Babás eletrônicas modernas são conectadas à rede sem fio da residência e podem ser vetor de ataques. Aparelhos do tipo têm câmeras para monitorar a criança enquanto os pais estão fora de casa. O problema é parecido com o das câmeras de segurança: se o dispositivo tiver uma conexão frágil, invasores podem bisbilhotar o interior da residência e acompanhar os passos da família.

Produtos de marcas reconhecidas como a Withings tendem a ser mais seguros, mas não são comercializados oficialmente no Brasil. Para se proteger, pode ser mais adequado optar por equipamentos comuns de babá eletrônica. A Philips Avent SCD603, por exemplo, usa radiofrequência para transmitir imagens, mas tem alcance limitado a 150 metros.

Babá eletrônica sem Wi-Fi, como a Avent SCD603 da Philips, pode ser mais segura — Foto: Divulgação/Philips

Drones

Drones estão por toda a parte em grandes cidades e podem ameaçar a privacidade de quem mora em apartamento. O risco é ainda mais sério porque, nesse caso, a vítima tem menos controle sobre a situação: mesmo que alguém não tenha nenhum aparelho smart em casa, um drone pode sobrevoar a janela e filmar do lado de fora.

A vantagem é que, em geral, é possível ouvir um drone que está próximo o suficiente a ponto de ser capaz de bisbilhotar dentro de casa. A não ser que o quadcóptero esteja com um Huawei P30 Pro acoplado: com um zoom de 50x, o smartphone pode fotografar alguém de muito longe. Nesse caso, fechar as cortinas talvez seja a única solução.

Fonte: meionorte via techtudo

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