EXPERIMENTO EAST, EM HEFEI, NA CHINA (FOTO: YE HUALONG/CHINA NEWS SERVICE/VCG/ GETTY IMAGES)

Experimento faz com que átomos se movam rapidamente para aumentar a probabilidade de eles colidirem e gerar pressão para a fusão nuclear

Imagine se pudéssemos substituir os combustíveis fósseis por nossas próprias estrelas. Mas não estamos falando de energia solar, mas de fusão nuclear. Alguns avanços recentes permitiram que ficássemos mais próximos dessa solução para a energia. O EAST (Tokamak Superconductor Experimental Advanced), reator de fusão baseado em Hefei, na China, é a prova disso.

O equipamento é capaz de gerar temperatiras seis vezes mais altas do que a do Sol. A fusão nuclar ocorre quando dois átomos se combinam em um único, formando um núcleo atômico maior. Nesse processo, há liberação de energia.

Mas há um empecilho técnico. Estrelas, como o Sol, são capazes de suportar grandes pressões geradas nesse processo. Por aqui na Terra, porém, não há (ainda) tecnologia que aguente a essa situação. De acordo com reportagem da Bussines Insider, felizmente, há outro caminho. É possível gerar fusões com temperaturas extremas. E é exatamente isso que dispositivos como o EAST fazem. Quanto mais alta a temperatura, mais rápido os átomos se movem e maior a probabilidade de eles colidirem.

A temperatura ideal para gerar a fusão é de 100 milhões de graus Celsius–ou seis vezes a temperatura maior do que a do Sol. Apenas alguns experimentos de fusão no mundo ultrapassaram esse marco. O mais recente foi o EAS, que sustentou a fusão nuclear por cerca de 10 segundos antes de desligar.

Embora o reator represente um avanço, ele está longe de gerar energia sustentável suficiente para a Terra. O EAST é pequeno. E com apenas alguns metros de diâmetro, ele realmente não deveria ser uma usina completa. A proposta é que ele nos ajude a projetar uma tecnologia de fusão mais eficaz que possa, um dia, abastecer cidades inteiras.

O ITER, abreviação de Reator Termonuclear Experimental Internacional, foi o maior projeto de fusão nuclear criado no mundo até hoje e contou com envolvimento de 35 países. Todo o esforço e investimento valeram a pena e continuam valendo. Os reatores de fusão não produzem praticamente nenhum resíduo radioativo, em comparação com as usinas de fissão nuclear atuais.

Fonte: epocanegocios.globo via businessinsider

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