Os três primeiros meses de 2019 já ficaram para trás. Ao adentrarmos abril, o primeiro trimestre do ano se vê completo e isso se traduz em algumas dezenas de filmes que já passaram por nossas salas de cinema, telas de streaming e que já pudemos conferir. Como não gostamos de perder tempo e deixar obras caírem no esquecimento, vamos manter logo nossos arquivos atualizados.

Como sempre, muita coisa boa e algumas coisas ruins passaram e nos marcaram. Portanto, é óbvio que nas listas só irão figurar filmes que tenham nos impressionado positivamente ou negativamente, e os que não estiverem nelas, não atingiram tais níveis.

Sem mais delongas, vamos conhecer primeiro os 5 Piores filmes do Início de 2019. Não esqueça de deixar nos comentários quais foram os filmes que você menos gostou neste início de ano.

05 | A Rebelião

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Começamos a lista dos piores com um filme recém-lançado, mas que é garantia de passar em branco junto ao grande público – trajetória que traçou nos EUA. Existia certa expectativa em relação a esta obra de ficção científica, cujas prévias não revelavam muito. Quando isso ocorre, os realizadores podem estar querendo esconder uma trama repleta de surpresas ou, na pior das hipóteses, querem esconder o fiasco que tem em mãos. Infelizmente, com este filme, a segunda opção é a verdadeira.

Além disso, o filme conta com bons atores, do nível de John Goodman e Vera Farmiga(completamente desperdiçada) e a direção de Rupert Wyatt (de Planeta dos Macacos: A Origem, 2011). A Rebelião tem algumas boas ideias em seu roteiro, o problema é a falta de um desenvolvimento satisfatório para elas e a forma como tudo é misturado no produto final. De forma bagunçada, o longa possui uma montagem confusa, situações inexplicadas, personagens desinteressantes e uma mensagem política, que embora seja louvável,  nunca se mescla de maneira orgânica com a ficção sobre invasão alienígena.

04 | Calmaria

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Outro filme que nos pegou totalmente desprevenidos, mas de forma negativa. Em todas as suas prévias, trailers e sinopses, Calmaria não relevava seu verdadeiro teor e o que seria realmente. Pelo contrário, o que todo mundo que foi ao cinema comprou foi um thriller dramático sobre um homem comum envolvido numa trama de mistério e assassinato. Matthew McConaughey interpreta um pescador de uma cidadezinha americana, dono de uma vida simples e sem ambição. Tudo muda com a chegada de sua ex-mulher, uma femme fatale vivida por uma caricata Anne Hathaway platinada.

O elenco é bom, e conta ainda com Jason Clarke, Djimon Hounsou e Diane Lane. E a direção e roteiro são de Steven Knight, renomado roteirista de Hollywood indicado ao Oscar. Sua ideia para este projeto é ousada e sem dúvida ambiciosa, mas infelizmente não funciona. O grande problema aqui é que existe uma troca de gênero no filme – ele não é exatamente o que você espera, ou melhor, ele não é nada do que você espera. Essa frase geralmente pode ser associada a uma qualidade, já que no cinema estamos sempre buscando o inesperado. Mas aqui, é como se você pagasse para assistir a uma animação da Pixar e se visse no meio da franquia Invocação do Mal. Já pensou?

03 | Crimes Obscuros

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Ao contrário dos itens acima na lista, que venderam “gato por lebre”, prometendo algo nas prévias e entregando um produto final totalmente diferente, este Crimes Obscuros é justamente o anunciado. Menos mal, mas isso não o salva da apatia total. O filme ainda é um suspense policial,  o problema é ser um completamente enfadonho, dono de um ritmo sonolento e com personagens muito desinteressantes. O que impulsiona verdadeiramente esta obra é a presença do astro Jim Carrey, descaracterizado sem piadas, investindo numa carga dramática e pesada – coisa que o próprio humorista já realizou antes de maneira bem mais satisfatória.

Crimes Obscuros é uma produção britânica, lançada em circuito reduzido pelo mundo, com a pretensa atmosfera de filmes cult. O problema é que o filme aborda uma trama que já vimos inúmeras outras vezes em produções melhores, e não mostra qualquer diferencial para se tornar memorável. Aliás, esta é uma das obras mais esquecíveis deste início de ano, e talvez do ano inteiro – duvido que lembremos dele ao chegar dezembro. Jim Carrey tem uma atuação tão contida e interiorizada que se torna introspectiva e apagada. Um típico Supercine, que nem os maiores fãs do ator irão enaltecer.

02 | A Sereia: Lago dos Mortos

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A Paris Filmes tem tido a ótima e louvável iniciativa de trazer aos cinemas brasileiros produções de outros países e lançá-las ao grande público nos multiplex do país. A iniciativa quebra o domínio das produções americanas, dando chance para outros tipos de filmes – mesmo que estas sejam obras mainstream, feitas nos moldes para agradar a maior parcela do público. Quando o assunto é terror, a distribuidora nacional tem apostado nos filmes do cineasta russo Svyatoslav Podgaevskiy – quero ver você repetir esse nome.

O grande problema aí reside no fato de que as produções do sujeito não são, digamos assim, muito boas. Em 2017, ele lançou A Noiva. E agora, ele apresenta um filme feito exatamente nos mesmos moldes. A Sereia é A Noiva, só mudando um pequeno elemento aqui e outro ali, para adaptar a uma nova “mitologia” ou maldição. As produções do sujeito espelham o estilo americano, com muitos jumpscares, atmosfera legal (típica de obras de terror) e de forma geral uma obra bem produzida. O lance é que seus roteiros são uma verdadeira piada, que terminam causando mais risos involuntários do que sustos. Todos os mais batidos clichês e conveniências do gênero – coisas velhas mesmo que estamos mais do que acostumados a esta altura – são tratadas como uma verdadeira preciosidade pelo cineasta, quase a reinvenção da roda. Fora isso, as atuações são do nível de filmes pornôs.

01 | Rota de Fuga 2: Hades

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Este filme sequer foi lançado nos cinemas brasileiros – ou de grande parte do mundo (nos EUA saiu direto no mercado de vídeo/streaming). O próprio astro Sylvester Stallone pichou o longa, que foi gravado de forma simultânea com a terceira parte. Sly em seu comentário diz que está rezando para o terceiro filme ser melhor. É claro que esta é a continuação do sucesso moderado de 2013, que apresentou pela primeira vez durante toda a projeção de um longa, a parceria nas telas entre StalloneArnold Schwarzenegger – o grande atrativo da obra.

Dessa vez sem Arnold, e praticamente sem Stallone também, Rota de Fuga 2 segue apresentando pessoas aprisionadas de forma errônea em prisões altamente tecnológicas. O lance é que no primeiro filme você até acreditava que a tecnologia apresentada poderia existir, já que estava apenas a poucos passos de acontecerem e tudo é devidamente explicado. Agora, parece que a continuação mergulha muitos anos no futuro, já que apresenta elementos verdadeiramente fantásticos – como robôs altamente funcionais – se tornando assim uma ficção científica futurística e não mais um filme de fuga de prisões. Como dito, o próprio Stallone se torna coadjuvante para Huang Xiaoming e outros atores asiáticos – já que se trata de uma produção chinesa. Ah sim, conseguem enfiar o astro em ascensão Dave Bautista para uma pequena participação também.

Bônus:

O Menino que Queria Ser Rei

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Bom, já completamos nossa lista com os 5 piores filmes do ano até o momento. Mas resolvemos dar um chorinho com uma obra que quase entrou neste top 5. Aposta da Fox, o longa se encontra totalmente deslocado, como se verdadeiramente perdido no tempo. Personagens icônicos da literatura mundial, como Rei Arthur, Tarzan, Sherlock Holmes, Robin Hood e Peter Pan são mais adaptados ao cinema do que o seu super-herói preferido. Vira e mexe temos um novo produto levando o nome ou a mitologia destes personagens históricos. Assim, mais uma vez temos uma produção que resolve pegar carona na mitologia do a espada Excalibur, do Mago Merlin, dos cavaleiros da Távola Redonda e do Rei Arthur.

Apesar do tema extremamente batido e muito cansado, este filme é até simpático, dentro do possível. Isto é, se você for forçado a vê-lo (no caso de ter que levar um filho ou um sobrinho ao cinema). Mas a verdade é que a disputa é tão grande hoje em dia pela atenção dos pequeninos, que dificilmente um filme como este entraria no radar deles – muito mais antenados com obras da Disney e super-heróis. As crianças são carismáticas, mas o filme realmente não apresenta nenhum grande diferencial, se tornando uma aventura básica, bem nível Sessão da Tarde. Duas coisas chamam atenção. A primeira é a direção do cineasta Joe Cornish, geralmente um poço de criatividade e colaborador de Edgar Wright – é só ver Ataque ao Prédio (2011). E segundo é o desinteresse da estrela Rebecca Ferguson, que mal aparece como a vilã – fica soando como aquela obrigação contratual, na qual o ator só pensa em descontar seu contracheque.

 Fonte: Cinepop

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