A pílula é feita de um hidrogel capaz de absorver até cem vezes o peso do usuário, a partir de uma mistura de celulose com ácido cítrico.

Na segunda-feira (15/4), a Gelesis, empresa de biotecnologia com sede em Boston, anunciou que recebeu autorização da FDA (a versão norte-americana da Anvisa) para comercializar nos EUA a Plenity, uma pílula que engana o estomâgo para que ele sinta-se cheio mais rápido.

O tratamento foi projetado para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40. Porém, surpreende o fato de ter sido aprovado para utilização de pessoas com IMC 25, que é o limite para alguém ser considerado acima do peso. Antes dele, esse tipo de medicamento era indicado a pessoas consideradas obesas (IMC acima de 30).

Harry Leider, diretor médico da Gelesis, afirma que a pílula também é única por causa do seu funcionamento. “O que torna o Plenity diferente e único é o seu mecanismo de ação, que usa um hidrogel superabsorvente”, disse ele.

A pílula é feita de um hidrogel capaz de absorver até cem vezes o seu peso, uma mistura de celulose com ácido cítrico. Esse material, quando ingerido com a comida, expande-se no estômago e no intestino delgado, gerando uma sensação de “satisfação”, já que ela deixa menos espaço disponível nos órgãos.  “O corpo também não o absorve, por isso funciona completamente por sua ação mecânica e deixa o corpo em segurança”, ressaltou Leider.

Testes do medicamento

Os testes foram realizados com dois grupos de pacientes, somando mais de 400 pessoas com IMC entre 27 e 40. As pessoas do grupo que recebeu o Plenity conseguiram perder, em média, 6,4% do seu peso inicial em seis meses de tratamento em conjunto com dieta e exercício, enquanto a outra parte das pessoas, que recebeu um placebo, perderam, em média, 4,4% do peso inicial nas mesmas condições.

A diferença é significativa, mas modesta. É preciso ter em vista também que 60% das pessoas que tomaram o Plenity perderam pelo menos 5% do seu peso corporal, enquanto 27% perderam 10% ou mais do peso corporal. No grupo que tomou placebo, as estatísticas caem para 42% e 15%, respectivamente.

“Obesidade, provavelmente, não é apenas uma doença, mas muitas. Portanto, quase nenhum tratamento funcionará para todos”, disse Leider.

 

 

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