A Polícia Federal apertou o certo contra a pirataria no Brasil nesse início de ano. Como parte da “Operação Copyright”, a agência cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Goiás) em uma ação contra um site de compartilhamento de arquivos por meio do protocolo Torrent.

A página, chamada de Speed-Share, ficava hospedada nos Estados Unidos, mas era operada e utilizada por brasileiros. A estimativa das autoridades aponta que a ferramenta era usada por 140 mil pessoas, com cerca de 9 milhões de visitas por ano.

A ação nasceu a partir de uma denúncia da Associação Protetora dos Direitos Intelectuais e Fonográficos, organização que defende interesses de gravadoras, mas a página também permitia o compartilhamento de filmes, séries, jogos e outros conteúdos.

Durante as investigações, foram identificadas duas pessoas de Sorocaba, no interior de São Paulo, que administravam o site. Posteriormente, também foram identificados outros seis suspeitos.

A operação, no entanto, não resultou na prisão de ninguém. Foram apreendidos computadores, celulares e DVDs piratas, e os suspeitos terão de prestar depoimento e responderão pelo crime de violação de direitos autorais. As gravadoras estimam que a atividade do Speed-Share chegou a causar prejuízos de até R$ 89 milhões ao longo dos nove anos de funcionamento do site.

Como desdobramento, vários outros sites de compartilhamento de arquivos também “sumiram” do ar. Não se sabe se por conta de intervenção da própria PF, ou se por medo por parte dos proprietários.

Os seguintes sites estão todos fora do ar:

  1. Speed-Share
  2. CP-Turbo
  3. The Rebelz
  4. B2S
  5. BJ-Share
  6. Manicômio-Share
  7. File-Warez

Se esses sites vão voltar ou se outros vão nascer para suprir a “demanda”, só o tempo dirá.

Um comentário

  1. uhuahushH

    29 de janeiro de 2019 em 00:28

    Receita filha da puta

    Resposta

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