Gamers criam jogo de luta com personagens que fazem referência aos presidenciáveis

Se a disputa eleitoral brasileira fosse transformada em jogo de videogame, certamente, pela tensão política que se vive, o Street Fighter (popular série de jogos de luta) se adequaria bem. Mas a ideia já tem dono: um grupo de desenvolvedores cariocas, que apresentaram a plataforma ao público, na tarde de ontem, na Praça Mauá, no Centro do Rio, durante o festival Multiverso, destinado à cultura digital. Batizado de “Street Fliper — o golpe final”, o jogo troca os icônicos lutadores Ryu e Ken por Inácio e Jair, que fazem claras referências ao ex-presidente Lula (PT), que chegou a ser pré-candidato à Presidência da República, e ao deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Entre os competidores também aparecem os bonecos inspirados em Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede). O jogo, que pode ser baixado pelo site streetfliper.com.br, começou a ser desenvolvido há quatro meses pelos programadores Marlus Araujo, de 34 anos, e Caio Chacal, de 31. Na época, Lula ainda não havia sido impedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de concorrer à presidência e por essa razão Fernando Haddad (PT), que passou a ser o candidato do Partido dos Trabalhadores, não aparece na brincadeira.

— Esses personagens são apenas sátiras dos candidatos e nosso objetivo não é atacar ninguém. Sou contra a violência na política. Mas vivemos um momento de grande polarização. Então achamos que era justamente o momento de lançar o jogo. É uma crítica. Tanto que os cenários escolhidos são do Rio de Janeiro e de Brasília abandonados. E mais para frente terá o Museu Nacional queimado também — explica Marlus Araujo: — Tem até quem acha fofos os candidatos que odeiam na vida real.

Assim como nos jogos de luta, cada personagem tem o seu poder e uma fala. Lula, por exemplo, grita “prova tríplex full” ao soltar estrelas brancas. Bolsonaro fala “você”, quando atira com uma arma supersônica. Ciro Gomes joga papeis no adversário, ao soltar a expressão “vou tirar seu nome”. Já Marina Silva lança planta carnívora e ameça com a frase “volta pro seringal”.

Brincadeira bem recebida pelos eleitores

O “Street Fighter” dos presidenciáveis foi recebido com bom humor pelos visitantes do festival de artes da Praça Mauá. O auxiliar de compras Maycon Silva, de 30 anos, escolheu o boneco do Bolsonaro para jogar:

— É nele que vou votar. Achei a ideia do jogo muito legal. Mas com relação à política, não é que ele seja o melhor, mas é o que tem a ideia diferente de todos os outros.

Já o doutorando em Serviço Social Glaucio Maciel, de 42 anos, disse que o jogo pode ser enxergado de duas maneiras.

—É o resgate de um jogo antigo, mas também tem a questão da violência e essa não pode ser destacada. No meu caso, escolho o Lula no jogo e o Haddad no voto.

Indeciso em quem votar para presidente o analista José Rubens, de 50, também teve dificuldade de escolher seu lutador:

— Nenhum me agrada.

Fonte: extra.globo via https://streetfliper.itch.io/

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