Cientistas criam memória com desempenho mil vezes superior ao de HDs, Nova memória de estado sólido também promete ser compacta e a mais densa do mundo.

Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, criaram uma memória atômica em estado sólido que promete ultrapassar em mil vezes a capacidade e desempenho dos discos rígidos atuais. A novidade foi revelada ao mundo na última segunda-feira (23) e, segundo os cientistas, tem como objetivo trazer “mais memória em menos espaço”.

O estudante de doutorado Roshan Achal(L) é o autor principal de uma nova pesquisa em memória regravável, trabalhando com seu supervisor, o professor de física Robert Wolkow(R).

A tecnologia é resultado de anos de estudos e meticulosos avanços e melhorias no setor da nanotecnologia de escala atômica. De acordo publicação, ela poderia ser utilizada para armazenar 45 milhões de músicas em uma superfície do tamanho de uma moeda de um centavo, além de permitir escrever e reescrever dados de computador usando átomos de hidrogênio.

Memória atômica promete desempenho mil vezes superior ao de HDs (Foto DivulgaçãoNature Communications)

Para desenvolver a memória, os cientistas inseriram uma pequena peça de silício em um microscópio de tunelamento e cobriu com átomos de hidrogênio. Os átomos individuais foram removidos ou substituídos rapidamente, o que permitiu a criação de uma memória com forma pequena, estável e densa.

O estudo destaca que outras tecnologias semelhantes foram desenvolvidas, mas só funcionam em condições muito frias. Os novos chips de memória, no entanto, “são mais estáveis ​​e podem resistir à temperatura ambiente ou mais altas”, afirmou Roshan Achal, estudante de doutorado do departamento de Física da Universidade de Alberta e principal autor da pesquisa.

A novidade já está pronta para ser utilizada no mundo real. Os usos são os mais variados, indo desde armazenar dados até tarefas mais exigentes. Os próximos passos, segundo Achal, consistem em aumentar as velocidades de leitura e gravação para que a memória seja utilizada em aplicações mais flexíveis.

Apesar de pronta, a tecnologia ainda não está sendo comercializada em larga escala. Os pesquisadores esperam que a memória seja vendida como um produto de consumo dentro de cinco a dez anos, isso se houver o interesse e financiamento necessários.

Fonte: techtudo via Universidade de Alberta e Nature Communications

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