De acordo com um documento de 23 páginas obtido pelo site Cryptovest, o aplicativo de mensagens instantâneas Telegram tem grandes novidades pela frente. A empresa estaria pensando em criar usa própria cadeia de blocos (blockchain) como parte de uma rede chamada TON (Telegram Open Network), e esses planos incluiriam a arrecadação de US$ 1,2 bilhão (R$ 3,88 bilhões) com o lançamento de uma moeda virtual.

A moeda virtual em questão se chamaria Gram. Segundo o Mashable, a empresa pretende disponibilizar um total de 5 bilhões de Grams para compra; desse total, 44% seriam vendidos durante uma oferta inicial de moedas (ICO), 52% seriam mantidos como reserva de rede e os 4% restantes ficariam com a equipe responsável pelo Telegram.

Como o site ressalta, a oferta inicial de moedas do Telegram será a maior da história caso a empresa consiga arrecadar todo o valor que pretende. De acordo com o TechCrunch, a empresa tem planos de fazer uma pré-venda da moeda virtual para grandes investidores, que estivessem dispostos a comprar um mínimo de US$ 20 milhões (R$ 64,62 milhões) em criptomoedas do Telegram. Isso daria aos compradores futuros uma espécie de “garantia” de que a moeda virtual manteria seu valor.

Só o começo

Tendo uma moeda virtual própria, o Telegram poderia oferecer uma série de novos serviços. Como ele é usado por mais de 180 milhões de pessoas no mundo todo, ele poderia dar a elas uma nova maneira de enviar dinheiro de um país para outro sem pagar tarifas. Como o app conta com criptografia, essa movimentação poderia ser feita de maneira totalmente privada. Serviços e produtos oferecidos por meio do Telegram também poderiam usar essa moeda virtual como forma de pagamento.

Nesse aspecto, a ideia do Telegram lembra serviços que o WeChat já oferece na China: por lá, é possível realizar pagamentos por meio do app, que é uma espécie de “WhatsApp da China”, o que oferece muita conveniência, já que quase todo mundo tem o aplicativo e as transações são descentralizadas.

Por isso, a ideia do Telegram é permitir que os usuários usem sua carteira de moedas virtuais para guardar moedas reais também. Dessa maneira, o aplicativo de mensagens poderia evoluir para se tornar um sistema de pagamentos também. E como a rede seria descentralizada, as transações nela ficariam protegidas mesmo caso o aplicativo fosse bloqueado.

 

Linha do tempo

Inicialmente, a empresa pretende lançar um método de identificação seguro chamado Telegram External Secure ID, que serviria para aumentar a segurança das contas dos usuários antes de que elas envolvessem dinheiro. Esse serviço de identificação deve ser lançado no primeiro trimestre de 2018 (até o fim de março, portanto). As vendas da criptomoeda, por sua vez, podem começar a partir de março de 2018, segundo o The Next Web.

Em seguida, a empresa deve começar a lançar pequenos pedaços de sua rede aberta ao longo do ano. O lançamento de sua carteira virtual de moedas estaria marcado para o último trimestre de 2018 (entre outubro e dezembro), e o uso da carteira para fins comerciais começaria no primeiro trimestre de 2019.

Mesmo depois disso, porém, o Telegram ainda tem planos de oferecer ainda mais serviços por meio de sua rede aberta. Além da carteira virtual e dos métodos de pagamento, a Telegram Open Network também ofereceria uma plataforma de oferta e compra de serviços e até um sistema de DNS para sites hospedados em sua própria rede. Nesse ponto, o Telegram se expandiria até quase virar uma internet paralela.

Fonte: olhardigital

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