Donald Trump provou que a Terceira Guerra Mundial pode estar a 140 caracteres de distância. No domingo, o presidente dos Estados Unidos ameaçou o ministro das relações exteriores da Coreia do Norte, e o tweet foi recebido como uma declaração de guerra pelo país de Kim Jong-un.

Na declaração, que veio após o chanceler Ri Yong H dizer que Trump está fazendo de tudo para que “a visita dos foguetes seja inevitável”, o presidente dos Estados Unidos declarou que os comandantes da Coreia “não estarão por aí por muito mais tempo”.

Acabei de ouvir o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte falar nas Nações Unidas. Se ele faz eco dos pensamentos do homenzinho do foguete [referindo-se a Kim Jong Un], eles não estarão por aí por muito mais tempo!“, diz a mensagem.

Após a Coreia do Norte receber o tweet de Trump como uma declaração de guerra, a Casa Branca acalmou os ânimos da galera e disse que estava tudo bem. “Não declaramos guerra à Coreia do Norte e francamente a sugestão é absurda”, disse a porta-voz Sarah Sanders.

“Não apagamos o tweet porque é notícia”, diz o Twitter

Quando tudo se resolveu (pelo menos por enquanto), uma bomba caiu nas mãos do Twitter, figurativamente falando: a rede social acabara de ser palco de uma quase-declaração de guerra, com o presidente dos Estados Unidos ameaçando pessoas abertamente.

Assim como em boa parte da internet, assediar ou ofender pessoas no Twitter é proibido e rende punições, incluindo banimento.  A rede social é conhecida por ser democrática e aplicar suas regras para todos os usuários, mas Donald Trump ainda continua sem freio no microblog, mesmo depois de ter ameaçado abertamente pessoas pela rede social. O Twitter se pronunciou ontem dizendo que vai alterar suas políticas públicas para casos como esse.

Segundo o Twitter, como se trata de uma pessoa relevante no cenário mundial, as declarações de Trump são mantidas, mesmo quando controversas, por causa de seu valor como notícia. Em uma longa série de mensagens, os responsáveis pela rede social disseram “que precisam melhorar nisso” e que as novas políticas públicas da rede social vão deixar as diretrizes públicas mais transparentes.

O caso também reflete a importância da rede social atualmente, apesar das constantes notícias de que está falindo. Nos últimos anos, o Twitter vem sendo utilizado como canal de comunicação por pessoas influentes, que dispensam um grande grupo de assessores para falar diretamente com seu público pelo microblog.

Em 2015, por exemplo, o jogador Kobe Bryant dispensou uma coletiva de imprensa para anunciar o fim de sua carreira no basquete por meio do Twitter. No caso de Donald Trump, as proporções de cada palavra publicada são ainda maiores. Resta aos meros mortais torcer para que nenhum conflito armado comece pela rede social.

Fonte: adrenaline via: The Verge

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