Empresas terão banco de dados com ‘impressões digitais’ de fotos e vídeos de ‘conteúdos terroristas’.

Facebook, Microsoft, Twitter e YouTube anunciaram nesta segunda-feira (5) um acordo em escala mundial para identificar rapidamente “conteúdos com caráter terrorista” em suas plataformas. Em maio, as quatro empresas haviam assumido um compromisso semelhantes sobre discursos de ódio com a União Europeia, que, neste domingo (4), reclamou que o prometido não estava sendo cumprido.

De acordo com mensagem publicadas em seus respectivos sites, as empresas norte-americanas planejam criar um banco de dados compartilhado que inclua “impressões digitais” de fotos e vídeos de propagandas e mensagens de recrutamento “terroristas” retirados de suas plataformas.

“Ao compartilhar estas informações entre nós, podemos utilizar [estas ‘impressões digitais] para ajudar a identificar conteúdos potencialmente terroristas em nossas respectivas plataformas dirigidas ao grande público.”

Nenhuma dessas mensagem, no entanto, será retirada ou bloqueada automaticamente. Caberá a cada empresa avaliar se o conteúdo identificado viola suas regras. Cada uma decidirá quais vídeos e imagens serão incluídos no banco de dados compartilhado.

A iniciativa é anunciada quase sete meses após as mesmas quatro empresas acertarem o mesmo compromisso com a União Europeia e em momento em que Estados Unidos, Comissão Europeia (braço executivo da UE) e uma série de governos multiplicam seus apelos às redes sociais para intensificarem sua luta contra a propaganda jihadista online.

 

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Como é na Europa

No domingo, a Comissão Europeia informou que Facebook, Twitter, YouTube (Google) e Microsoft terão que agir mais rápido para combater discursos de ódio que circulam na internet ou terão de se submeter a leis que as obriguem a fazê-lo.

No fim de maio, as empresas aderiram voluntariamente a um código de conduta no âmbito da comunidade europeia que requer a remoção de conteúdos que contenham discurso de ódio ou que o acesso a eles seja desabilitado dentro de 24 horas. O acordo exige ainda maior cooperação com organizações civis e promoção de “contranarrativas”.

O código de conduta faz parte dos esforços das empresas para conter manifestações de ódio em seus sites, incluindo o desenvolvimento de ferramentas para os usuários reportarem conteúdo inapropriado e o treinamento de funcionários para lidar com essas questões. Contudo, um relatório a pedido da comissária de justiça da UE, Vera Jourova, mostrou que o cumprimento do código está longe de satisfatório, informa a agência de notícias France Presse.

“Na prática, as empresas levam mais tempo e ainda não atingiram a meta. Elas apenas revisaram 40% dos casos registrados em menos de 24 horas”, informa o documento. “Após 48 horas, o número é de mais de 80%. Isso mostra que a meta pode ser alcançada, mas requer esforços muito maiores por parte das empresas.”

A Comissão informa que pode introduzir leis para forçar uma ação mais efetiva. “Se Facebook, YouTube, Twitter e Microsoft querem convencer a mim e aos ministros que uma abordagem não legislativa pode funcionar, eles terão que agir rapidamente ou fazer um esforço maior nos próximos meses”, afirmou Jorouva ao “Financial Times”.


Fonte: tecnologia

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