Tiroteio é tudo igual? O site UOL Jogos colocou os shooters do fim de ano à prova

Talvez a maior rivalidade da indústria dos games na atualidade, a guerra entre “Battlefield” e “Call of Duty” começou cedo este ano.

Repetindo a temática futurista de seus cinco predecessores mais recentes, “Infinite Warfare” não teve a recepção mais calorosa do público: o trailer de anúncio foi o mais ‘descurtido’ da história do YouTube até então. Veio então “Battlefield 1”, voltando os olhos para o passado com um retrato da 1ª Guerra Mundial, com um trailer que tornou-se o mais curtido de todo o YouTube.

Mas agora que os dois jogos estão disponíveis, para as mesmas plataformas – PlayStation 4, Xbox One e PC -, chegou a hora de decidir, enfim: qual deles é o melhor?

Julgar os games em quatro tópicos – ambientação, multiplayer, campanha e quantidade de conteúdo -, e então deixar nas suas mãos a escolha final.

Ambientação

A rejeição do público a “Infinite Warfare” logo após seu anúncio deixa bem claro que, em 2016, shooters futuristas já cansaram.

Por mais que vá ao futuro além de “Ghosts”, “Advanced Warfare”, “Black Ops II” e “III” com cenas de combate em naves espaciais e guerras interplanetárias, “Infinite Warfare” não consegue escapar da sensação de ‘mais do mesmo’. As semelhanças entre todos esses jogos “Call of Duty” são tamanhas que os cenários e inimigos se confundem. Daria até para colocar fases de um em outro sem perder a coesão gráfica.

“Battlefield 1” é o claro vencedor no quesito ambientação. Ele volta os olhos para as Grandes Guerras, que há mais de uma década são ignoradas pelos games, e retrata os conflitos do começo do século passado com um realismo nunca antes visto.

Se os dois games tivessem saído na época do PlayStation 2, talvez a resposta para esta questão fosse a inversa: mas, em 2016, relembrar um dos capítulos mais sangrentos da história da humanidade é mais interessante do que especular sobre mais uma possível guerra tirada do campo da ficção científica.

Vencedor: Battlefield 1

Multiplayer

Nem “Infinite Warfare”, nem “Battlefield 1” oferecem experiências inovadoras como parte de seus modos multiplayer.

O shooter vintage da EA repete a fórmula comprovadamente divertida de jogos “Battlefield” anteriores. Ainda que a ambientação seja diferente, o jogo lembra muito “Battlefield 4” em todos os sentidos, desde a escala dos mapas até as estratégias de combate que funcionam melhor.

A grande novidade de “Battlefield 1” é o modo Operações, que na verdade é apenas uma compilação de várias fases que são jogadas em sequência.

O sentimento de familiaridade se repete em “Infinite Warfare”, mas de uma maneira muito mais gritante. Ainda que este “Call of Duty” descarte a mecânica dos ‘heróis’ que existia no jogo anterior, as semelhanças com o multiplayer de “Black Ops III” são assustadoras. E “Black Ops III” já era muito parecido com “Advanced Warfare”…

Vencedor: Battlefield 1

Campanha

A campanha de “Infinite Warfare” é seu maior ponto forte. Ela tem uma estrutura um pouco diferente das de games anteriores, girando em torno de um ‘hub’ central e oferecendo missões opcionais, que brincam com os padrões de uma fase de “Call of Duty” de maneiras divertidas.

A experiência não foge da tradicional, com vários tiroteios em corredores, mas pelo menos diverte com setpieces como batalhas espaciais cheias de explosões e momentos dramáticos.

“Battlefield 1”, por sua vez, tem a melhor campanha de um “Battlefield” em muito tempo – o que, convenhamos, não é dizer muito. O game trata as dores dos soldados da 1ª Guerra Mundial com muito respeito, e evita glorificar a violência como muitos shooters futuristas fazem. Pequenos detalhes como a tela escura homenageando o soldado morto em combate cada vez que o jogador falha dão um relevante tom de sobriedade à experiência.

Vencedor: Titanfall 2

Pois é. Comendo pelas beiradas, “Titanfall 2” é o único shooter da temporada de fim de ano que faz algo diferente com sua campanha.

É difícil dizer qual game entre “Battlefield 1” ou “Infinite Warfare” tem a melhor campanha, mas quando “Titanfall 2” entra na equação, a escolha fica óbvia. Com cenários abertos e altamente verticalizados, o ‘modo história’ do outro shooter da EA mais lembra “Doom” do que shooters no padrão de “Call of Duty”. É uma campanha que realmente dá liberdade para o jogador enfrentar seus oponentes com criatividade.

Quantidade de conteúdo

Deixando de lado os mapas e modos extras que os passes de temporada de “Infinite Warfare” e “Battlefield 1” oferecerão, o shooter da Activision se mostra um pacote muito mais generoso em termos de conteúdo.

“Battlefield 1” gira em torno de modos tradicionais para a marca, como Conquest e Rush. A campanha, por sua vez, é divertida da primeira vez – e só.

Já “Infinite Warfare” tem, além da campanha e de uma seleção maior de modos multiplayer diferentes do que o rival, o sempre popular modo Zumbis, que mistura quebra-cabeças a elementos de sobrevivência e é melhor aproveitado em grupos de quatro pessoas.

Isso sem falar que a edição ‘Legacy’ de “Infinite Warfare” traz ainda a remasterização de “Call of Duty: Modern Warfare”, com sua clássica campanha e o modo multiplayer que moldou os padrões da franquia até hoje.

Vencedor: Call of Duty: Infinite Warfare

Fonte: jogos.uol

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