Robert Sammelin, membro da DICE, fala sobre os desafios de fazer um jogo no conflito mais influente e violento dos tempos modernos.

A área da EA na Gamescom melhorou muito desde o ano passado. Onde era apenas um corredor vazio e várias salas privadas virou um lugar aberto com pessoal da imprensa, youtubers e muitos outros. Haviam mesas onde podíamos sentar e conversar com os desenvolvedores.

O jogo mais esperado desse ano foi Battlefield 1. Uma área inteira foi dedicada a ele. Enquanto Titanfall, FIFA e Star Wars Battlefront também estavam presentes, o foco da EA claramente foi Battlefield 1, e com uma boa razão. O jogo parece estar incrível.

http://www.youtube.com/watch?v=-_gBBu4PbzM

Confira a entrevista entre o portal VG247 e Robert Sammelin, artista conceitual da DICE:

VG247: A ideia do jogo se passar na I Guerra Mundial deve ter sido uma grande mudança para você em relação a BF4 e Hardline. Como você se sentiu quando isso foi confirmado?

Robert Sammelin: A ideia de fazer um jogo sobra a I Guerra Mundial já estava em nossa mente já faz algum tempo. Após Battlefield 4 queríamos muito seguir em frente e explorar novas jogabilidades e criar mais coisas interessantes, variar um pouco e ir para lugares diferentes.

VG247: Alguma vez já houve uma vontade de mudar um pouco a história e ter um pouco de liberdade para criar algo novo?

Robert Sammelin: Bem, acho que no começo todos estavam curiosos para saber o que poderíamos fazer. Tinhamos membros da equipe que estavam focados na época, eles fizeram toda a pesquisa. Nós sempre começamos com o gameplay. Observamos e decidimos o que vamos fazer. Após isso vemos se a história se encaixa nisso. Em Battlefield 1 ficamos bem perto da realidade e da história, mas também focamos na diversão em primeiro lugar.

VG247: Eu imagino que um dos maiores desafios do seu trabalho é garantir que um mapa multiplayer não fique enjoativo. O que você tenta fazer para que na 200ª vez que o jogador entre no mapa ele sinta vontade de jogar?

Robert Sammelin: Bem, é um processo complicado. Temos que encontrar em que local o mapa se passa, e com isso fazer várias iterações e muitas pesquisas. Viajamos ao redor do mundo para pesquisar e juntar material que possamos usar em vários locais. Nós fomos bem longe dessa vez, e descobrimos como podíamos fazer várias coisas.

BF1-Artecartaz

VG247: O que você acha que foi o maior desafio para vocês de fazer um jogo sobre a I Guerra Mundial?

Robert Sammelin: É uma pergunta difícil, tivemos vários desafios ao fazer grandes oportunidade para os jogadores e criar uma boa experiência durante o jogo. Cada um de nós teve desafios, é difícil dizer qual foi o maior. Mas tratar a história com respeito e mantê-la intacta, e ainda sim trazer diversão para os jogadores foi bem complicado.

VG247: A I Guerra Mundial foi um conflito devastador, e muitas culturas são mais sensíveis a esse assunto do que outras. Como foi lidar com isso enquanto fazia um jogo multiplayer que tem que ser divertido?

Robert Sammelin: Queríamos ficar longe desse tópico e do preconceito da guerra. Focamos no realismo e na diversão de um certo modo, mas que ficasse longe de ser completamente pavoroso. Mas sim, foi um grande desafio, fazer algo que deve ser interessante e ainda sim divertido, mas que deve se manter fiel a realidade para ser uma experiência realística.

Para mais informações sobre Battlefield 1 e outros jogos da série fique ligado no nosso site e nas redes sociais.

 

Fonte:  battlefieldbr

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