Os empecilhos que fazem Pokémon Go ainda não ter atingido a meta de 200 países.

Ainda que já esteja funcionando em mais de 30 países, Pokémon Go está longe de conquistar os 200 que a Niantic planeja atingir. Entre problemas de servidores e até ataques, a desenvolvedora está tomando cuidado para não meter os pés pelas mãos e prejudicar o desempenho do jogo. O Ingress, também da Niantic, demorou até dois meses para alcançar um mercado mais amplo.

Mas Pokémon Go tem algo que Ingress não tem: milhões de fãs esperando para reviver o seu desejo de ser um treinador Pokémon. Não é à toa que o jogo, nos EUA, é mais usado que Twitter e Tinder, além de ter mais engajamento que o Facebook. Por lá, 16% dos Androids têm o jogo instalado, enquanto no Brasil esse número chega a 2% (isso porque o game nem foi lançado ainda!).

Toda essa aspiração acaba sobrecarregando os servidores, e a Niantic aparentemente não estava preparada para isso. Em entrevista à revista Forbes, John Hanke, CEO da Niantic, disse que o Japão — berço da Nintendo e do Pokémon — ainda não recebeu o jogo porque os servidores não vão aguentar. Segundo ele, a Niantic está trabalhando com parceiros no Japão para aumentar a capacidade e esperam lançar o jogo até o final do mês. No entanto, a Forbes afirma que a rede no Japão é mais complexa que o comum e que o jogo só deve sair em setembro (!).

Mas não é só na terra de Pokémon que a Niantic enfrenta dificuldades. Logo quando o jogo foi lançado em 26 países europeus, os servidores desabaram, afetando até a jogabilidade nos Estados Unidos. A Niantic culpou o “incrível número de downloads”, enquanto um grupo de hackers chamado PoodleCorp tomou responsabilidade pela queda (feita por DDoS) e já até planejou outro ataque para o dia 1º de agosto.

Há algumas horas, quando foi lançado no Canadá, os servidores também cambalearam. É por isso que Pokémon Go ainda não foi lançado no Brasil: o tamanho da base de fãs que está louca pra botar as mãos no jogo provavelmente faz a Niantic avaliar bem a estrutura dos servidores e preparar o terreno para liberar o jogo por aqui.

Em outros países, a problemática é ainda pior. Ainda em entrevista à Forbes, Hanke detalhou os planos da empresa para lançar Pokémon Go na Coréia do Sul ou na China. No primeiro, há a preocupação com os mapas do jogo, pois são “limitados” devido a questões de segurança com relação à Coréia do Norte. Enquanto isso, na China, há obviamente a questão dos servidores, mas também “obstáculos” regulatórios que a empresa deveria passar.

Niantic, ninguém está ansioso para jogar Pokémon Go aqui no Brasil. Pode confiar que os servidores aguentam sim.

Fonte:  tecnoblog.net

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