Em beta público desde o ano passado, o Vivaldi chegou à versão 1.0 nesta quarta-feira (6). Liderado pelo ex-CEO da Opera Software, Jon von Tetzchner, o navegador tem uma proposta bem definida: em vez de querer agradar a todo mundo e simplificar as coisas, o Vivaldi pretende conquistar os usuários mais avançados, que exigem funções e um nível de personalização que os browsers atuais não têm.

Tanto é assim que, no anúncio do lançamento da primeira versão estável do Vivaldi, o título menciona que o navegador “não é para todo mundo, só para você”. Ele é baseado no motor Blink, o mesmo utilizado no Chrome, mas traz recursos que lembram os velhos tempos do Opera, como suporte a gestos, anotações em texto (sim!) e melhor gerenciamento de abas.

 

Minha primeiras impressões, de um usuário habituado ao Safari e Chrome, é que a interface do Vivaldi parece carregada à primeira vista, mas isso faz parte da proposta do navegador: “Enquanto outros navegadores removem recursos, o Vivaldi acrescenta funcionalidades e opções poderosas de personalização para ajudar os usuários mais exigentes da web a melhorarem sua produtividade e eficiência”, diz o anúncio.

Há algumas funções nativas bem interessantes, como as pilhas de abas, que reduzem a bagunça de quem mantém muitas abas abertas e ainda permitem a visualização de múltiplas páginas simultaneamente; e os painéis laterais, que abrigam os favoritos, downloads e notas, além de suportarem qualquer página da web, assim, você pode acompanhar o Twitter no canto da tela enquanto navega por outros sites, por exemplo.

Até pelo foco do Vivaldi, é improvável que ele conquiste uma grande fatia de mercado. No entanto, assim como aconteceu com o Opera, ele deve construir uma base de usuários fieis, incluindo os órfãos do antigo navegador norueguês. Um detalhe que deve facilitar bastante a migração para o Vivaldi é que ele suporta as extensões do Chrome — mas talvez você não precise de muitas delas, já que vários recursos foram embutidos.

Para o futuro, os desenvolvedores planejam lançar o Vivaldi Sync, que permitirá a sincronização de configurações, favoritos e senhas entre dispositivos; a integração com o cliente de email M3, utilizado no antigo Opera e abandonado na transição para o WebKit; e versões para dispositivos móveis. Você pode participar do desenvolvimento do Vivaldi por meio da comunidade do navegador, formada por blogs e fóruns (qualquer semelhança com o My Opera não é mera coincidência).

Se você está insatisfeito com seu navegador atual, o Vivaldi é uma forte opção a se considerar. Ele está disponível para Windows, OS X e Linux. O download é gratuito e pode ser feito no site oficial.

Fonte:  tecnoblog

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