Downloads de app de chat despencou; serviços rivais e de VPN lideram. Nos Androids, app ainda é mais baixado, mesmo após bloqueio da Justiça.

Após ter o bloqueio determinado pela Justiça, o WhatsApp deixou de ser o aplicativo mais baixado para iPhones no Brasil nesta quinta-feira (17). Para aparelhos Android, o aplicativo continua sendo o mais baixado.

Serviços de VPN e aplicativos alternativos foram alçados às primeiras posições, enquanto outros serviços do Facebook foram arrastados para baixo juntamente com o WhatsApp, segundo planilhas da App Annie, consultoria que monitora o comportamento de programas móveis.

Até quarta-feira, o WhatsApp ocupava o topo dos downloads para iPhone no Brasil. Com a proibição, os usuários dos aparelhos que rodam iOS, sistema operacional da Apple, procuraram meios para fazer o aplicativo de chat continuar funcionando.

O recurso mais usado foi baixar apps que criam VPNs (redes de acesso remoto). É o caso do “Unlimited Free VPN”, do “SurfEasy VPN”, do “Cloak”, “Hotspot Shield”, “Free VPN”, “VPN Unlimited” e “SecureLine VPN”. A entrada desses sete serviços no top 10 expulsou figurinhas carimbadas, como o próprio WhatsApp, além de Facebook, Instagram e Snapchat.

Com o bloqueio, o WhatsApp caiu para a 12ª posição. Levou consigo o Messenger, outro bate-papo de propriedade do Facebook, que despencou sete posições e agora ocupa o décimo posto. Até a publicação deste texto, eles foram ultrapassados por Telegram, que subiu 46 degraus e agora é o segundo mais baixado para iPhone, e o Viber, que assumiu a quinta colocação após galgar 202 posições.

Entre os aparelhos que rodam Android, sistema do Google, o WhatsApp continua sendo o aplicativo mais baixado. A variação mais significativa no top 10 foi a queda do Facebook para a terceira posição. O Messenger assumiu a vice-liderança.

Veja a lista:
1) Unlimited Free VPN
2) Telegram Messenger
3) SurfEasy VPN
4) Cloak
5) Viber Messenger
6) Hotspot Shield Free VPN
7) Free VPN
8) VPN Unlimited
9) SecureLine VPN
10) Messenger

Entenda o caso
O recebimento da determinação judicial foi confirmado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal, o SindiTelebrasil, que representa as operadoras Vivo, Claro, Tim, Oi, Sercomtel e Algar.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) afirma que a decisão partiu da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e corre em segredo de justiça em uma ação criminal.

Segundo o TJ-SP, o WhatsApp não atendeu a uma determinação judicial de 23 de julho de 2015. A empresa foi notificada mais uma vez em 7 de agosto, com uma multa fixada em caso de não cumprimento.

O WhatsApp não atendeu à determinação novamente, de acordo com o TJ-SP. Por isso, “o Ministério Público requereu o bloqueio dos serviços pelo prazo de 48 horas, com base na lei do Marco Civil da internet”.

Eduardo Levy, presidente do SindiTeleBrasil, diz que as operadoras são obrigadas a atender a determinação e que não é do interesse delas bloquear o WhatsApp no país. “Temos interesse em regras que sejam mais leves para o setor”, disse Levy.

Histórico
Essa não é a primeira tentativa de barrar o aplicativo no país. Em fevereiro, um juiz de Teresina (PI) havia determinado que as operadoras suspendessem temporariamente o acesso ao WhatsApp.

O motivo seria uma recusa do app em fornecer informações para uma investigação policial que vinha desde 2013.

Fonte:  tecnologia

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