Em 1973, Martin Cooper estava na calçada de Manhattan quando fez a primeira ligação de celular para o executivo de uma empresa concorrente. Mais de 40 anos depois, o inventor do aparelho que revolucionou a maneira de se comunicar disse nesta quarta-feira, 30, em entrevista ao GeekWire, que acha o novo smartphone da Apple “simplesmente chato”.

Para o “pai do celular”, ainda que o iPhone 6S traga aperfeiçoamentos, isso não é o bastante para torná-lo essencial. “[As empresas] estão lutando a cada geração para trazer algo interessante. O celular é um pouco maior, tem mais pixels, mais megahertz, mas as pessoas não se importam com isso. Eu acho que o software é o futuro. É preciso descobrir formas de tornar o celular essencial”.

Ele ressaltou que quando sua equipe começou a desenvolver o primeiro celular não dava para imaginar que o aparelho teria tantas funcionalidades além de fazer ligações e enviar mensagens de texto. Mas mesmo com tantos serviços disponíveis, para ele, os usuário os utilizam mais por conveniência do que por necessidade. “Não é uma conquista tecnológica colocar um monte de coisas em uma caixa. O celular tenta fazer todas as coisas para as pessoas, mas não faz nenhuma delas de forma otimizada”.

Ainda que boa parte das pessoas não saia de casa sem o smartphone, para Cooper, ele só se tornaria de fato essencial se, por exemplo, a vida do usuário for prolongada com ajuda do aparelho. “Um gadget que avisa se você está prestes a ter um ataque cardíaco é essencial. Estamos prestes a entrar nessa fase com smartphones”.

Fonte:  blogs.estadao

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