O brasileiro Hugo Barra, ex-vice-presidente do Android no Google e atual vice-presidente internacional da Xiaomi, explicou em uma entrevista ao TechCrunch como a fabricante de smartphones consegue manter os preços de seus produtos abaixo da média de concorrentes como Samsung e Apple.

Segundo Barra, para tornar isso possível, a empresa combina um pequeno portfólio de aparelhos (são duas famílias de celulares) com a estratégia de um longo ciclo de venda de cada modelo.

A maioria dos smartphones da Xiaomi permanecem no mercado por um período de 18 a 24 meses, passando por três ou até quatro cortes de peços. O Mi 2 e o Mi2s, que são, essencialmente, o mesmo produto, são bons exemplos disso: os gadgets estiveram à venda ao longo de 26 meses. Outro caso de relativamente longo intervalo de renovação de linha de produtos é o Redmi 1, lançado em setembro de 2013, que ganhou sua segunda edição 16 meses depois, o Redmi 2.

Barra explica que isso é importante para que a Xiaomi consiga contratos melhores com a sua cadeia de fornecedores, já que precisará dos componentes vendidos por elas por um tempo acima da média.

A Sony, por exemplo, renova sua linha de smartphones e tablets semestralmente, enquanto a Samsung lança diversas linhas de produtos que nem sempre sobrevivem.

‘A razão pela qual nós cortamos os preços dos aparelhos é porque nós conseguimos negociar cortes de custos de componentes [com nossos fornecedores] ao longo do tempo, o que acada nos deixando com uma margem maior do que gostaríamos de ter, então, reduzimos os preços’, disse Barra.

‘A maioria dos componentes [nos nossos dispositivos] ainda são os mesmos, então, em termos de fornecimento e fontes de componentes, estamos com os mesmos contratos que tínhamos com o Redmi 1, o que significa que estamos conseguindo os mesmos descontos nos componentes’, declarou o vice-presidente global da Xiaomi.

Xiaomi-logo

No ano passado, a Xiaomi ultrapassou a Samsung e tornou-se a empresa que mais vende smartphones na China, um dos maiores mercados do mundo. A fabricante vendeu 61 milhões de aparelhos em 2014.

A Xiaomi deve chegar ao mercado brasileiro neste ano e o smartphone Redmi Note foi recentemente homologado pela Anatel.

Deve ser por isso que no 2° semestre do ano passado, a empresa chinesa obteve crescimento de 240% em relação ao mesmo período de 2013, totalizando 15 milhões de aparelhos comercializados no país. Já a Samsung foi de 15,5 milhões de vendas, no ano passado, para 13,2 milhões em 2014, queda de 15%.

A Xiomi (lê-se Xáomi), que já manifestou interesse em trazer seus produtos para o Brasil, é a quinta maior fabricante de smartphones no mundo e tem fama de oferecer aparelhos bons e baratos. Seu modelo top de linha, o Mi 4, é vendido a US$ 320, e recentemente foi alvo de polêmica por ser parecido com o iPhone 5s.

Seria um bom sinal? Será que alguém tem coragem de comprar um “XIAOMI”?

Fonte 1: http://info.abril.com.br/noticias/mercado/2015/01/hugo-barra-explica-como-xiaomi-mantem-precos-de-smartphones-baixos.shtml

Fonte 2: http://olhardigital.uol.com.br/pro/noticia/xiaomi-ultrapassa-samsung-na-china-em-venda-de-smartphones/43421

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