Nos últimos anos, a AMD vem perdendo espaço em desktops, laptops e servidores para a Intel. Ela tentou se diversificar apostando em outros produtos – como consoles e processadores ARM – mas ainda precisa se transformar.

Segundo a Bloomberg, três altos executivos deixaram a AMD, no que a empresa diz ser “parte da implementação de uma equipe otimizada de liderança para impulsionar o crescimento futuro da AMD”.

Um dos executivos é John Byrne, chefe da divisão de computação e gráficos, responsável pelos processadores de PC e placas de vídeo. Além disso, o diretor de estratégia Raj Naik e a diretora de marketing Colette LaForce “deixaram a AMD para buscar novas oportunidades”, diz a empresa.

A AMD mudou de comando em outubro, quando Lisa Su assumiu o cargo de CEO. Na época, ela anunciou a demissão de 7% dos funcionários.

Segundo a IDC, a Intel domina 82% do mercado de desktops, 90% dos laptops e 98% dos servidores. (Os números correspondem ao terceiro trimestre de 2014.) Isso deixa um espaço mínimo para a AMD e outras concorrentes, como a VIA Technologies.

Enquanto isso, a AMD mal tem presença em tablets e smartphones. Na verdade, ela decidiu não entrar no mercado de dispositivos móveis. Em 2009, a empresa vendeu sua unidade de chips gráficos móveis para a Qualcomm, que se transformou na conhecida linha Adreno.

A AMD não é um caso perdido. Ela tem uma divisão bem-sucedida de processadores semicustomizados, que estão presentes nos três maiores consoles da nova geração. O PlayStation 4 e o Xbox One têm processador AMD Jaguar de oito núcleos e chip gráfico com arquitetura Radeon. O Wii U, por sua vez, tem chip gráfico Latte também baseado na Radeon (o processador é da IBM, no entanto).

A empresa ainda faz processadores com arquitetura ARM para uso em servidores de baixa potência; os chips consomem menos energia. Mas, como diz a Reuters, “os avanços têm sido mais lentos do que o exigido por Wall Street”. Desde 2011, o valor das ações da AMD caiu pela metade.

Em outubro, Lisa Su disse que iria reerguer a AMD fazendo “investimentos certos em tecnologia”, o que envolve simplificar a linha de produtos da empresa, e também continuar a ênfase na diversificação.

A CEO diz que a AMD não deixará de fabricar processadores x86 para PCs, mas a empresa está perdendo relevância – e rápido. Torcemos que a nova equipe de executivos consiga reverter isso: um monopólio no mercado de chips não seria bom para nós, consumidores.

Fonte: gizmodo via Bloomberg, Reuters, PC World

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