A feminista Anita Sarkeesian teve que cancelar uma palestra depois de receber mensagens com ameaças.

la começou com uma conta no Youtube e foi parar na capa do New York Times. Neste meio tempo, a feminista canadense Anita Sarkeesian produziu filmes para a sua série Feminist Frequency, na qual aponta a forma como mulheres são mal retratadas em jogos de videogame. As informações são do site da revista Rolling Stone.

Nos vídeos, ela mostra como a maior parte das mulheres é colocada de forma sexista, com personagens que vão desde princesas a serem resgatadas, até prostitutas a serem assassinadas.

Com isso, ela se tornou a inimiga número um de uma comunidade reacionária de viciados em videogame que se uniram sob a hashtag #GamerGate, com uma ampla campanha de ameaças e perseguições.

Essa semana, ela foi obrigada a cancelar uma palestra na Universidade Estadual de Utah, após um anti-feminista ameaçar fazer um tiroteio em massa. Agora, ela está diante de um problema que vai ter que aprender a lidar, como mostra entrevista concedida à revista.Anita Sarkeesian

Questionada sobre por que tal série suscitou tanta raiva, ela disse que há uma “toxidade em jogos de comunidade e na cultura da tecnologia que impulsiona este ódio misógino”. “GamerGate é uma birra sexista [risos]. Esta é uma maneira boba e engraçada de se colocar isso, mas é o que se sente, certo? Eles estão indo atrás das mulheres que estão tentando fazer mudanças na indústria. Estão atacando qualquer um que apoie as mulheres”.

Sobre o cancelamento das palestras em Utah, ela afirma que a universidade recebeu ameaças específicas contra sua vida e a dos alunos que frequentam suas conferências. “Os e-mails incluem uma lista de armas à disposição do autor. Estes e-mails não só ameaçam representar o pior tiroteio na história americana, mas a linguagem nas mensagens também foi muito semelhante, até mesmo mencionando tiroteios misóginos anteriores como o massacre de Montreal na Ecole Polytechique, cometido por Marc Lépine e o tiroteio de Santa Barbara, por Elliot Rodger no último mês de maio”, afirmou.

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Ela conta que, antes disso, havia passado por cima das ameaças sendo que, em todas as vezes, medidas de segurança apropriadas foram tomadas. “Essa vez foi diferente. Quando falei com a polícia de Utah sobre medidas de segurança, exigi detectores de metal para ter certeza de que armas não entrariam no auditório. A polícia respondeu que não faria nenhum tipo de triagem por conta das leis de porte de arma de Utah”, contou.

Sendo assim, ela reforça, sentiu que seria irresponsável colocar a própria vida e a dos alunos em risco.

Apesar das críticas, Anita aprecisa o impacto que causa na área. “Enquanto sou atacada por ser feminista, é legal ver que pessoas que podem estar em cima do muro ou um pouco desconfortáveis com o termo ‘feminista’ ainda estão dispostas a pelo menos ouvir o que tenho a dizer. Isso é incrível”, observou.

Fonte: games.terrayoutube.com/feministfrequency feministfrequency

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