A epidemia do ebola já matou 4.546 pessoas na Libéria, Guiné e Serra Leoa, segundo a Reuters. Alguns países africanos, como a Nigéria, estão vencendo a batalha contra o vírus, mas a guerra ainda está longe de terminar. Felizmente, há robôs que podem ajudar.

>>> Por que ainda não temos uma vacina para o ebola

Alguns robôs já foram encaminhados ao hospital dos EUA que trata de pacientes do ebola: ele é responsável por acabar com germes usando luz ultravioleta. Mas em breve, poderemos ter robôs na África agindo com uma abordagem muito mais prática.

Segundo a Computerworld, cientistas querem usar robôs de telepresença para substituir de tudo: intérpretes, veículos que ajudam a entregar remédios, e até mesmo robôs de descontaminação – que podem desinfetar e até mesmo enterrar os falecidos em um cenário mais trágico.

Desenvolver robôs completamente novos leva tempo, algo que os cientistas e os profissionais médicos não têm. Por isso, esta primeira onda de robôs seria uma solução improvisada para, pelo menos, trazer algum alívio para os países que lutam contra a doença.

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Taskin Padir, professor assistente de robótica do Instituto Politécnico de Worcester (EUA),detalha algumas das opções:

Uma ideia é usar um robô com rodas e dois pulverizadores para descontaminar equipamentos ou áreas onde a doença foi encontrada… Outra das ideias de Padir é criar um robô de telepresença que poderia ser usado em um hospital de campanha, permitindo a funcionários de saúde ver e interagir com os pacientes a partir de um local remoto. Isso não iria substituir o contato humano direto, mas poderia adicionar outro nível de interação com os pacientes.

Padir vai, junto a muitos outros profissionais, participar de uma teleconferência em 7 de novembro para decidir o que precisa ser feito e como enviar ajuda o mais rápido possível.

O professor Robin Murphy, da universidade Texas A&M, escreveu um livro sobre robôs em situações de desastre e detalha uma série de dificuldades na prestação de cuidados de saúde com a robótica. Por um lado, enterrar pessoas infectadas seria muito mais seguro com o uso de robôs, mas iria de encontro aos costumes de sepultamento locais, e também seria percebido como desumano.

Murphy acredita que há, na verdade, duas questões importantes a responder: o que vamos fazer agora, e o que vamos fazer no futuro. Infelizmente, é tarde demais para desenvolver a robótica avançada para o atual surto de ebola, mas espero que isso ajude os cientistas a se preparar da próxima vez que outro vírus mortal inevitavelmente retorne.

 

Fonte: gizmodo.uol via Computerworld e Engadget

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