Há quase cinco anos, a Telefônica se esforçou para comprar a GVT. Não conseguiu: ela acabou indo para as mãos da francesa Vivendi. Mas hoje, a Telefônica deixou claro que ainda quer comprar a operadora.

A empresa espanhola ofereceu R$ 20,1 bilhões pela GVT, dos quais 59,5% serão em dinheiro. A Vivendi diz que “nenhuma de suas subsidiárias está à venda”, mas que consideraria eventuais ofertas. O que isso significa?

Um analista diz ao Estadão que a Vivendi talvez esteja esperando por contrapropostas de outras empresas. No final de 2012, três fundos de equity (participações de empresas) e a DirecTV quiseram comprar a GVT, mas as negociações não foram adiante – o valor estava abaixo dos R$ 18 bilhões que a Vivendi queria.

Ou seja, ainda há esperança que a GVT não caia nas mãos da Telefônica, que iria fundi-la com a Vivo – isso inclui os serviços de telefonia, internet e TV por assinatura. Nossa preocupação é basicamente a mesma que tínhamos em 2009: como ficarão os planos de banda larga no estado de São Paulo, onde já existe a Vivo Internet Fixa (antigo Speedy)?

 

Segundo a Anatel, o preço médio de 1 Mbps no ano passado era altíssimo na Vivo (R$ 13,35) se comparado à GVT (R$ 2,08) – isso considera a velocidade real, não a estabelecida por contrato.

Também segundo a agência, entre os meses de janeiro e março, a Vivo registrou velocidade média de 87,98% em relação ao contratado pelo cliente – a GVT, por sua vez, ofereceu 100,22% da velocidade contratada no estado de SP.

Nosso receio é que a qualidade do serviço da GVT diminua – ou que os preços aumentem – após uma possível aquisição. E em SP, onde a Vivo já atua em internet fixa – tanto por ADSL como por fibra óptica – é um pouco difícil imaginar por que as minicentrais da GVT continuariam existindo. Talvez como um serviço premium, com preços mais altos?

Em um cenário otimista, a Vivo teria uma infraestrutura maior de banda larga e poderia expandi-la com mais recursos da Telefônica. Mas é um pouco difícil ser otimista com as operadoras de telefonia no Brasil.

A Vivendi tem até o dia 3 de setembro para responder à proposta da Telefônica.

Fonte: gizmodo  via TelefónicaNew York Times

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