Ao longo dos anos, desde que o videogame entrou nos lares do mundo todo, alguns jogos lançados no mercado alcançaram a glória, revolucionaram e conquistaram milhões de fãs por terem características violentas e sanguinárias.

Aparentemente, tudo começou quando aconteceu o Massacre de Columbine, em que dois adolescentes abriram fogo em uma escola norte-americana. À época, a opinião pública associou o atentado que deixou vários mortos e feridos a “Doom”, pioneiro game de tiro em primeira pessoa, que os atiradores jogavam em suas casas.

Conheça agora a histórias de games famosos que foram taxados como perigosos e influenciadores para as mentes jovens. Os jogos que foram vítimas de preconceito por pura falta de informação da sociedade:

“MadWorld” (2009|Wii)

ImagemO excesso de violência e sangue neste game foram considerados afronta à família

MadWorld” é considerado por muitos como o game mais violento já lançado para o Nintendo Wii. Há, inclusive, acusações de que ele destoou demais da linha de games familiares do console da Nintendo. Mesmo sendo ao estilo cartoon (desenho), é forrado de sangue e brutalidade.

O fato é que o jogo causou muita polêmica e chegou a ser proibido na Alemanha, enquanto grupos de pais norte-americanos também pediam sua proibição.

“Medal of Honor” (2010|PC|PS3|X360|)

ImagemPossibilidade de assumir papel de torrorista e matar soldados americanos desagradou

Em 2010 o gênero de tiro em primeira pessoa já era bem saturado no mercado e todos já estavam acostumados com a violência de jogos de guerra, mas “Medal of Honor” arrumou polêmica mesmo assim.

Tudo porque a ambientação do game era a Guerra do Afeganistão, recente batalha travada pelos EUA em resposta ao ataque terrorista às Torres Gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001.

A possibilidade de o jogador poder assumir o papel de um terrorista e matar soldados norte-americanos incomodou o exército daquele país. Sendo assim, “Medal of Honor” teve suas vendas proibidas em 300 lojas de bases militares.

“Grand Theft Auto” (1998-2010|PC|PS3|X360)

ImagemEstudante tailandês matou taxista e jogo foi banido de seu país

Polêmico e revolucionário, “GTA” conquistou o coração de milhões de jogadores e se tornou praticamente uma unanimidade entre os gamers. Na proporção contrária vêm os pais e a opinião pública, já que roubar carros, assaltar, virar traficante e matar transeuntes não é considerado lá um bom exemplo para jovens.

Seguindo a lógica dessa linha delicada entre o “bem” e o “mal”, qualquer fato isolado na vida real pode virar motivo para padres pregarem, políticos bradarem e pais invocarem os valores da família.

Infelizmente um desses fatos aconteceu na Tailândia em 2008. Um estudante de 18 anos, sem noção e fã de “GTA”, resolveu roubar um taxista para, segundo ele, “ver se era fácil como no game [GTA]”. O taxista foi esfaqueado e morreu. Pronto. “GTA” acabou sendo retirado das prateleiras daquele país.

“Counter Strike” (2000|PC) e “EverQuest” (1999|PC)

ImagemJogo de tiro foi sucesso nas lan houses brasileiras, mas acabou sendo proibido

Em 2007, a Justiça brasileira proibiu a venda de livros, encartes, revistas, CD-ROM, qualquer coisa que contivesse “Counter-Strike” e “EverQuest”. Segundo o juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz disse à época, esses jogos “trazem iminentes estímulos à subversão da ordem social, atentando contra o estado democrático e de direito e contra a segurança pública”. A multa para as lojas que descumprissem a ordem era de R$ 5 mil.

Na época, “Counter-Strike” era um dos jogos de tiro para PC mais populares do Brasil, um verdadeiro sucesso nas lan houses. A proibição foi para as vendas, não para o uso dos jogos. Portanto, as lan houses não foram obrigadas a deletá-lo das máquinas, somente fiscalizar se os jogadores eram maiores de 18 anos.

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A mesma ordem de “Counter-Strike” valia para o menos conhecido, porém considerado um clássico, “EverQuest”. Nos moldes do RPG (“role playing game”), o jogo online se passa num mundo fictício com ares de Idade Média. Uma partida abriga centenas de pessoas de uma vez em disputas quase sem fim.

Fonte: tribogamer

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