Investigando registros de japoneses que se mudaram para os Estados Unidos, a publicação “Newsweek” conseguiu identificar o criador da moeda virtual Bitcoin. A origem do Bitcoin sempre foi um mistério, e muitas hipóteses foram sugeridas, inclusive a de que o criador seria na verdade não um indivíduo, mas um grupo de pessoas com possível ligação ao setor financeiro europeu.

Agora, com a descoberta e fim do mistério, eis que surge Satoshi Nakamoto, um japonês de 64 anos, que mora com a mãe Akiko, de 93 anos, em Temple City, na Califórnia. Seu principal hobby é o ferromodelismo e, segundo a família, o programador sempre foi um libertário desconfiado do governo e dos grandes bancos, principalmente depois que a casa da família foi tomada por um banco na década de 90.

A jornalista Leah McGrath Goodman, da Newsweek, tentou falar pessoalmente com Nakamoto, que imediatamente chamou a polícia. “Não estou mais envolvido e não posso falar sobre isso. Foi entregue a pessoas, elas estão no comando agora. Eu não tenho mais ligação”, disse o programador. A conversa estava terminada com o que foi, na prática, uma admissão do envolvimento do programador com a moeda.

Antes de tentar essa conversa pessoalmente, a repórter já estava em contato com Nakamoto. Eles conversavam, por e-mail, sobre ferromodelismo. Quando o assunto do Bitcoin surgiu, Nakamoto parou de responder. Por ter participado do Bitcoin logo no início, em 2009, Nakamoto detém milhares de bitcoins, que já chegaram a ser avaliados em mais de um bilhão de dólares. Hoje, a fortuna dele vale cerca de US$ 500 milhões (R$ 1,1 bilhão).

Ainda não se sabe por que Nakamoto não usa esse dinheiro. A família do programador, ouvida pela reportagem da “Newsweek”, nem sabia do envolvimento dele com o Bitcoin. A jornalista pediu que os familiares conversassem com ele sobre isso. Ele negou. Ninguém, no entanto, duvidou que ele possa ser o criador da moeda. Nakamoto foi descrito como muito inteligente e reservado. Ele também teria trabalhado em projetos confidenciais.

“O que você não sabe sobre ele é que ele trabalhou em coisas confidenciais. A vida dele foi um branco total por um tempo. Você não vai conseguir falar com ele. Ele negará tudo. Não admitirá ter começado o Bitcoin”, disse o irmão mais novo Arthur Sakamoto. “Ele é a única pessoa que conheço que foi a uma entrevista de emprego, chamou o entrevistador de idiota e provou o que disse”, conta o irmão.

Para Gavin Andresen, programador chefe do Bitcoin, Nakamoto pode querer evitar o envolvimento com a moeda para também evitar a imprensa, ou a “fama”, que resultaria. Seria uma possível explicação para os milhares de bitcoins que Nakamoto possui e que estão, na prática, fora de circulação. Andresen não acredita que as chaves criptográficas, necessárias para o uso das moedas, foram perdidas. “Ele é muito disciplinado”, disse.

Nakamoto mora nos Estados Unidos desde 1959, quando a mãe se casou pela segunda vez. Aos 23 anos, ele mudou seu nome para “Dorian Prentice Satoshi Nakamoto” e passou a assinar como “Dorian S. Nakamoto”.

Nakamoto tem seis filhos. Ilene Mitchell, filha do programador, contou uma brincadeira que pode resumir a personalidade do seu pai. “Ele dizia: finja que as agências do governo estão atrás de você. E eu me escondia no armário”.

Fonte:  techguru

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