O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, declarou nessa quinta-feira, 31, que seu país foi “longe demais” com os programas de espionagem que podem ter afetado milhões de pessoas pelo mundo, incluindo líderes de vários países.

Em um conferência em Londres, Kerry afirmou ainda que certas práticas ocorreram em “piloto automático”, sem que o presidente Barack Obama ou alguém de sua administração fosse consultado.

As declarações foram repercutidas pelo jornal The Guardian e pioram o imbróglio interno que se tornou a bisbilhotice dos Estados Unidos. Ao dizer que os pares de Obama não sabiam de tudo, o secretário de Estado joga a culpa para a NSA (Agência de Segurança Nacional), que vai sendo pintada aos poucos como vilã da história.

John Kerry disse: "Algumas dessas ações chegaram longe demais e vamos tentar garantir que isso não aconteça no futuro."
John Kerry disse: “Algumas dessas ações chegaram longe demais e vamos tentar garantir que isso não aconteça no futuro.”

Na manhã de ontem, antes mesmo das declarações de John Kerry, o general Keith Alexander, diretor da NSA, já havia mostrado irritação com a tática da Casa Branca ao deixar claro que sua pasta não age por conta própria.

“Nós, da agência de inteligência, não trazemos os requerimentos [de monitoramento]. Os políticos trazem”, declarou, ainda segundo o Guardian. “Um desses grupos poderia ter sido, deixe-me pensar, espere, oh: embaixadores!”

Fonte: olhardigital

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