Se você se lembra da apresentação do Xbox One, deve se lembrar do final, em que o assunto foi Call Of Duty: Ghosts. E provavelmente também lembra que praticamente só se falou do cachorro, novo personagem/arma que estará no game que será lançado no dia 5 de novembro. No entanto, o animador Chance Glasco garante que não foi frustrante que isso tenha virado uma das marcas do jogo.

COD-ghosts_gif

Pelo contrário; fez com que as pessoas prestassem mais atenção no novo COD – inclusive quem não é fã da franquia: “fazemos conexões emocionais com humanos. Depois de humanos, são animais, provavelmente cachorros”. Por esse apelo quase emocional, falar de cachorros atrai mais atenção. E atenção é sempre bom.

Chance diz que não trabalhou diretamente na animação do cachorro (ele ficou encarregado das armas), mas sabe que não foi fácil captar os movimentos do cão – ou melhor, dos cães, já que foram utilizados dois, um para movimentos “normais” e outro, militar e treinado para matar, para os específicos de guerra. ”Você tem um cachorro? Já tentou colocar seu cachorro em um collant de lycra?”, brincou Glasco para falar que eles tiveram alguma dificuldade para se acostumar à roupa apertadinha e, no começo, não se moviam com muita naturalidade.

Outro problema foi para dar as ordens. Afinal, por mais treinados que sejam, cachorros não entendem tudo direitinho como humanos. ”Se você quer que um cachorro ande do ponto A ao ponto B, uma linha, ele normalmente não irá reto. Então, precisará refazer a tomada”, exemplifica. ”Demorou alguns dias, uns quatro ou cinco. Também tivemos um animador que fez algumas coisas manualmente – não se pode capturar o movimento de um cachorro pulando em um helicóptero, sabe?”.

Novos ares

Falando dos outros COD, o animador afirma que a decisão por começar uma nova história dentro da franquia “fez sentido” depois de três Modern Warfare e a chegada da oitava geração de consoles. “Um novo mundo, novos personagens, nova história, uma nova engine com melhorias gráficas e de áudio… Ghosts é, com certeza, o maior refresh desde MW1“, comenta.

Para ele, não há uma única mudança que mereça destaque – apesar de o cachorro ser realmente algo que se destaca. Mas há várias pequenas coisas que fazem com que o jogo se torne um novo marco na franquia. Para as cópias da nova geração, principalmente, já que há features que, por questões tecnológicas, só podem existir nela, como o game a 60 FPS.

Uma das principais novidades no multiplayer é a inclusão de mulheres. Perguntamos por que só agora, 10 anos depois do lançamento do primeiro COD, poderemos jogar com mulheres, e a culpa é da possibilidade de se personalizar os personagens, criando os soldados virtuais com a aparência que bem entender. Outra motivação, segundo Glasco, é o aumento do número de meninas jogando a franquia.

Outra novidade sobre a qual Chance falou foi a criação do app que permite gerenciar o esquadrão pelo smartphone e a tendência de segunda tela nos games. O conteúdo extra via app existe em outros jogos atuais (rapidamente, só me lembro de GTA V) e, com a popularização dos smartphones e tablets, parece ser um campo bem interessante também para ele: “acho que é uma ótima ideia. É bom ter uma janelinha de informação, para ver status e tal. É algo que vai ser legal de acompanhar”.

 

Fonte: http://tecnoblog.net/143912/entrevista-chance-glasco-call-duty-ghosts-bgs-2013/

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Verifique também

Call of Duty MW 4: Equipa original da Infinity Ward voltou!

Call of Duty MW 4: Equipa original da Infinity Ward voltou! – Pelo menos 5 antigos membros…