Novos documentos vazados hoje revelam alto nível de colaboração da empresa com o Prism.

Os documentos mais recentes relacionados ao Prism, o programa de vigilância do governo americano aos usuários de internet de todo o mundo, revelam que a Microsoft teve grande participação no vazamento de informações de usuários.

Edward Snowden

As novas informações, coletadas e divulgadas por Edward Snowden, cidadão dos EUA que hoje procura asilo político, foram publicadas nesta quinta-feira, 11, pelo site britânico The Guardian.

Oficialmente, a Microsoft nega veementemente participação no programa. Segundo a empresa, ela só libera dados de usuários mediante apresentação de mandado judicial. As informações liberadas por Snowden, no entanto, apontam para o contrário.
Segundo a publicação:

• a companhia ajudou a NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA) a contornar a encriptação o bate-papo no portal do Outlook.com;
• a agência tem acesso aos e-mails enviados pelo Outlook.com e Hotmail na etapa pré-encriptação;
• a Microsoft trabalhou com FBI para permitir à NSA acesso SkyDrive, que armazena arquivos de 250 milhões de usuários do mundo inteiro;
• a empresa colaborou com o FBI para explicar possíveis problemas com o novo recursos do Outlook.com que permite aos usuários criarem um alias;
• o Skype, comprado pela empresa em 2011, permitiu ao Prism a escuta de conversas em vídeo e áudio;
• o material coletado pelo Prism era compartilhado com o FBI e a CIA, por meio de um programa chamado pelo Prism em um documento de “team sport” (“esporte coletivo”).
Skype-logo
Segundo o Guardian, a agência tem dado ênfase principalmente ao Skype, para ter cada vez mais acesso ao serviço, que já tem 663 milhões de usuários. De acordo com o documento, o monitoramento de vídeos do Skype triplicou desde julho de 2012, com a adição de uma novo recurso.

Entretanto, o Skype não passou a participar do Prism só após ter sido comprado pela Microsoft. Ele já fazia parte do programa oito meses antes da aquisição.

O governo norte-americano também nega que tenha tido acesso a qualquer tipo de informação obtida sem mandado judicial.

Fonte: olhardigital via guardian

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