Quando se fala em “jogo banido”, talvez o primeiro que venha à mente de muito jogador é Carmageddon. Talvez isso tenha deixado muito maníaco frustrado quando a decisão foi tomada por vários governos há muitos anos.

Mas, de um ponto de vista moral, convenhamos que era difícil questionar a exclusão. Quer dizer, um sujeito dirigindo alucinadamente por uma cidade e garantindo tanto mais pontos quanto mais pedestres virassem purê de tomate? Complicado.

Jogo_banido

Bem, mas nem todas as decisões tomadas pelos governos mundo afora para castigar um título com o ostracismo são assim tão justificáveis. Na verdade, algumas vezes são decisões realmente… Peculiares.

Há de tudo: de questões de cunho diplomático até condenações por conteúdo homossexual (mesmo que não explícito), passando pela proibição por propagandas de energético e, finalmente, desembocando no impedimento pela presença da palavra “deus” no título. Há vários exemplos. Convém dar uma olhada mais de perto, inclusive.

Pancadaria entre super-heróis? Sem problema algum até aí. Injustice: Gods Among Us foi proibido de chegar às prateleiras nos Emirados Árabes Unidos porque contém “God” (Deus) em seu nome. A Warner Bros. bem que tentou algum jogo de cintura, é verdade. De fato, as embalagens para o país tiveram estampado o título “Injustice: The Mighty Among Us”.

 

Mas não teve jeito. Afinal, dentro do jogo, o nome original ainda aparecia. E isso foi demais para alguns espíritos religiosos mais inflamáveis.

A possibilidade de um relacionamento homossexual em Mass Effect gerou burburinho desde o início. Para quem não se lembra, assim como nos demais títulos, Shepard podia assumir qualquer um dos gêneros. Fosse um homem ou uma mulher, ele acabaria sempre tendo a possibilidade de se relacionar com a asari Liara T’Soni — cuja raça jamais fez distinção entre sexos para efeitos de procriação.

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Entretanto, o que não passou de alguns comentários (mesmo que levemente maldosos) em alguns lugares foi encarado de forma bastante negativa em Singapura. Por conta de uma “cena de sexo lésbico”, o jogo foi proibido no país. As sequências acabaram proscritas também nos Emirados Árabes Unidos, por conta de “relacionamentos homossexuais”.

Ao que parece, os paquistaneses não se sentiram lá muito lisonjeados pela forma como foram retratados em Call of Duty: Black Ops 2. O governo do país considerou a representação do seu povo negativa e acabou proibindo a comercialização do game.

 

Mas essa não é a parte mais “curiosa” do caso. Quem fosse pego vendendo o título da Activision poderia ter que prestar serviços comunitários ou mesmo acabar atrás das grades por algum tempo.

A decisão da Coreia do Sul em impedir a venda de Homefront em seu território é curiosa, mas não se pode negar que faz sentido. Para quem não conhece a história, o game traz uma distopia focada na suposta dominação global da Coreia do Norte — que acaba por invadir inúmeras partes do globo, incluindo os EUA.

 

O problema é que as relações entre os dois países sempre foram bastante delicadas. Dessa forma, colocar sul-coreanos para metralhar norte-coreanos em uma guerra de proporções globais pareceu ao governo da Coreia do Sul algo bem pouco diplomático. Difícil condenar a decisão, de fato. Sobretudo quando se considera o caráter quase sempre inflamável do governo norte-coreano.

  • Pokémon Trading Card Game

Uma proibição por incentivo à rinha de animaizinhos potencialmente indefesos? Não mesmo. Pokémon Trading Card Game foi impedido de transpor os limites da Arábia Saudita porque o governo do país considerou que as cartas do jogo fortaleciam o sionismo — movimento político e filosófico que defende o direito à autodeterminação do povo judeu, incluindo as reivindicações de um estado nacional judaico.

De acordo com as autoridades do país, algumas cartas incluíam símbolos como a Estrela de Davi, “a qual, como todos sabem, está conectada ao sionismo internacional e a um emblema nacional de Israel”.

A Austrália é reconhecidamente um país bastante conservador em relação ao que pode (ou não) ser oferecido ao público. E Saints Row 4 foi demais para os governantes do país. Novamente, o motivo mais óbvio não é o real — quer dizer, seria fácil pensar que a justificativa seria o excesso de violência e todas as insanidades tão características da franquia.

 

O problema foi uma única arma. Intitulada “Alien Anal Probe” (sonda anal alienígena), a postura foi a de que ela incentivaria violências de ordem sexual.

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Pancadaria excessiva? Poses potencialmente comprometedoras entre os participantes da luta? Nada disso consta entre os motivos para que a Dinamarca tenha banido EA Sports MMA de suas terras. O grande problema é que o game possui diversas propagandas de energético ao redor do octógono… E isso é expressamente proibido no país.

O problema da Indonesia com GTA: San Andreas não foi o jogo, em si. Bem, pelo menos não a parte escancarada dele — com todos os crimes, mortes, explosões, prostituição, roubos etc. O problema foi a descoberta, por um hacker, do hoje famoso mini game “Hot Coffee, o qual permitia que os jogadores controlassem o protagonista, CJ, enquanto este “comparecia”   à cama da sua namorada.

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Mesmo sendo um hack, o conteúdo (bastante explícito) foi demais para o governo do país. A descoberta fez ainda com que o título fosse reavaliado como “Somente para adultos” nos EUA.

  • Todo e qualquer jogo com tiro

Hugo Chavez sempre foi um sujeito bastante singular. No período em que esteve à frente da Venezuela, uma das teclas em que batia constantemente era no banimento de jogos com qualquer grau de violência. De fato, o ex-presidente chegou a considerar todos os jogos para consoles — especialmente aqueles para o Nintendo DS e para o PlayStation — como “veneno”.

Command & Conquer: Generals na verdade está entre vários jogos que não conseguiram driblar os critérios rigorosos do governo chinês. Na verdade, mesmo os games que passam pelo crivo do país precisam, frequentemente, efetuar diversas mudanças para conseguirem seus “vistos”.

A edição de 2005 do simulador Football Manager, da Sports Interactive, foi inicialmente proibido na China por uma questão sumamente política. Basicamente, o game, meso que de forma indireta, reconhecia o Tibete como um país independente. Algum tempo depois, uma versão reeditada foi lançada globalmente, a qual acabou conseguindo driblar o crivo chinês.

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Mais um game banido na China, e por motivos semelhantes que excluíram Football Manager 2005 (acima). O game foi proibido por representar o Tibete, Sinkiang e Manchuria como países independentes. Além disso, o jogo também mostrava Taiwan como um país sob o controle japonês.

 

A violência em Prototype 2 não parece ter incomodado o governo indonésio. Na verdade, o grande problema encontrado no game foi o excesso de palavrões — que, de fato, permeiam todo o jogo… Embora a justificativa seja bastante discutível.

Se você leu o tópico acima sobre Injustice, já deve imaginar pelo menos um dos motivos para que God of War tenha sido proscrito dos Emirados Árabes Unidos. Exatamente: a existência da palavra “deus” no título. Mas, além disso, colaboraram também para a exclusão as cenas de sexo interativas e a nudez parcial.

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Ao tomar conhecimento da organização fictícia denominada “Darah & Doa”, a indonésia assumiu que o nome poderia representar uma ameaça ao seu presidente.

Fonte: baixakijogos

Um comentário

  1. COBRA-KAMPAS

    15 de julho de 2013 em 14:54

    cara, faltou o MW2… lembra da 2º fase? vc era o terrorista que atirava em civis?
    para mim não era nada de mais… mas já para o povo russo….

    Resposta

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