Confira como esta popular bebida pode ter ajudado os humanos a interagir melhor em sociedade.

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Os seres humanos são criaturas sociáveis. No entanto, lá nos primórdios da civilização humana, os agrupamentos e clãs eram muito mais restritos e fechados, provavelmente devido a um forte instinto de preservação. E talvez tenha sido esse instinto o que permitiu que a nossa espécie “vingasse” no decorrer da História, mas o que é que levou os nossos ancestrais a se soltarem mais e a criar laços sociais com outros agrupamentos humanos?

E mais: com tantos códigos de conduta rigidamente estabelecidos entre os membros dos clãs, o que é que provocou a mudança comportamental que fez surgir as primeiras expressões artísticas, invenções, experimentações etc.? Um interessante artigo publicado pelo The New York Times argumenta que a cerveja — bem como outras bebidas alcoólicas fermentadas — possa ter exercido uma importante influência nessa “liberação” criativa e social.

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Nossos ancestrais precisavam de cerveja!

Segundo o artigo, uma vez descobertos os maravilhosos efeitos dessa incrível poção mágica, os humanos começaram a desafiar os restritivos instintos de sobrevivência que mantinham os agrupamentos sob controle, e as longas conversas ao redor das fogueiras certamente começaram a tomar novas e inéditas dimensões.

Graças ao elixir dos deuses, gole a gole a timidez foi sendo diluída, as aflições deixadas de lado e o receio de expor ideias esquecido, além de afrouxar a rígida estrutura social que mantinha os clãs unidos. Com o tempo — e à base de algumas bebedeiras —, os humanos foram se tornando mais extrovertidos, criativos e colaborativos, e existem evidências que sugerem que tanto os vinhos como as cervejas eram presença obrigatória nos momentos de deliberação.

Contudo, apesar do importante papel da cerveja para o desenvolvimento da sociedade, hoje em dia, em vez de uma evolução da civilização, somos testemunhas de uma “des-civilização” do comportamento humano, com pessoas bebendo demais e abusando de outras substâncias para superar suas ansiedades e temores, que acabam se isolando dentro da nossa sociedade.

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  • A cerveja provavelmente surgiu quando algum de nossos antigos ancestrais decidiu experimentar frutos e grãos fermentados. Embora ninguém saiba ao certo como é que essa “degustação” acabou evoluindo para a produção de bebidas alcóolicas, acredita-se que essa evolução possa ter ocorrido há 10 mil anos;

 

  • Evidências circunstanciais sugerem que os nossos ancestrais começaram a cultivar e a armazenar grãos para a produção de cerveja antes de mesmo de cultivá-los para fazer pão. Exemplos disso são ferramentas — que potencialmente podem ter sido utilizadas nas “cervejarias” pré-históricas — encontradas por arqueólogos na região do mediterrâneo;

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  • Além das descobertas na Europa, existem evidências encontradas no México que indicam que a planta que eventualmente deu origem ao milho era muito mais propícia para a produção de cerveja do que para a fabricação da farinha utilizada para fazer as famosas tortillas ou o pão. Aliás, os mexicanos levaram gerações inteiras para “domesticar” essas plantas e conseguir que elas produzissem o milho, que hoje é a base da dieta local;

 

  • Outras descobertas sugerem que na Pérsia e na Europa era costume que durante as tomadas de decisões importantes as bebidas alcóolicas fossem consumidas durante as deliberações, que depois eram checadas quando os participantes da “festinha” voltavam a ficar sóbrios.

Fonte: megacurioso via nytimes

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