1. Qual o tamanho da tela?

É uma questão de proporção: quanto maior o ambiente, maior o aparelho

SAULO FERREIRA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O tamanho da TV é o aspecto mais importante na escolha de um novo aparelho. Na verdade, tudo é uma questão de proporção. Quem possui uma sala enorme em casa não deve escolher um aparelho com tela muito pequena. Optar pela maior TV da loja se o espaço em casa for reduzido também é furada.

O mais importante é respeitar a distância razoável entre o sofá e a TV. Além de economizar dinheiro ao deixar de investir em um aparelho muito grande, você não vai limitar seu campo de visão.Ou seja, não vai precisar virar a cabeça de um lado a outro para acompanhar o que acontece na tela.

Não há regra universal para definir o tamanho de TV ideal para cada situação.

O mercado oferece apenas recomendações de empresas especializadas no assunto.

Uma das mais conhecidas neste campo é a THX, criada pelo cineasta George Lucas e que se especializou em definir padrões de qualidade para salas de cinema e equipamentos de áudio e vídeo.

Para obter a melhor experiência em casa, a companhia recomenda que o ângulo entre o local do espectador e a TV tenha uma abertura frontal de 40 graus em direção à tela, como mostra o infográfico abaixo.

O cálculo sempre leva em conta o tamanho do ambiente. Em uma sala em que o usuário permanece sentado a dois metros da tela, uma TV de 46 polegadas é suficiente.

Outro ponto importante é a posição da TV em relação à visão do espectador: deve ser sempre uma linha reta dos olhos do espectador ao centro da tela do aparelho.

Uma TV muito grande instalada acima da linha normal de visão causa desconforto semelhante àquela de sentar na primeira fila no cinema.

Após horas em frente à TV, é torcicolo na certa.

Editoria de Arte/Folhapress

2. Qual tipo de tela?

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O plasma gera imagem de melhor qualidade, a preço mais baixo; o LCD permite aparelhos mais finos

SAULO FERREIRA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O tipo de tecnologia da tela gera uma das questões mais comuns na hora de escolher uma TV. O que é melhor: plasma ou LCD?

Se a questão é a qualidade da imagem, a resposta é plasma. A tecnologia cria imagens mais definidas, especialmente para cenas com movimentos rápidos, como eventos esportivos e filmes de ação. Ajustes de cor, brilho e contraste são mais precisos.

Além disso, a TV de plasma costuma ser de 10% a 20% mais barata do que uma TV de LCD de tamanho similar. Porém, a tecnologia caminha para o desuso.No passado, as TVs de plasma eram criticadas por deixar manchas na tela. O problema foi resolvido, e os modelos atuais são eficientes na movimentação de pixels.

O LCD é a tecnologia mais popular do mercado –há mais modelos à venda que usam esses painéis de cristal líquido em vez de telas de plasma. As TVs de LCD se dividem em dois tipos, de acordo com a fonte de luz da tela.

Há o LCD tradicional, no qual essa fonte é um tipo de lâmpada fluorescente.

E há o LED, que nada mais é do que uma tecnologia mais moderna de iluminação. Nela, sai a lâmpada fluorescente e entra um conjunto de LEDs, minilâmpadas chamadas diodos emissores de luz.

Em relação ao LCD tradicional, o LED permite produzir TVs maiores e mais finas. Estudo da consultoria IHS iSuppli indica que mais de 70% das TVs de LCD produzidas em 2012 usarão LED.

O mercado oferece aparelhos equipados com LED de borda (edge-lit) e com LED completo (local dimming).

O primeiro traz LEDs organizados ao longo da borda da tela. Já o completo espalha LEDs por trás da tela, melhorando o brilho e o contraste das imagens.

Editoria de Arte/Folhapress

3. Vale a pena ter 3D em casa?

Só por curiosidade, porque a oferta de conteúdo ainda é muito pequena; preço dos aparelhos caiu

Assistir a filmes e shows e se divertir com jogos em 3D em casa já é uma realidade de relativo baixo custo. O investimento necessário nos equipamentos caiu: hoje, por cerca de R$ 2.000, é possível comprar uma TV de 40 polegadas compatível com 3D com pares de óculos inclusos.

O problema é a oferta de conteúdo em 3D, ainda muito pequena. Quem adquirir uma TV com 3D tende a usar pouco esse recurso, que deve ser visto como um extra ou uma curiosidade, e não um fator decisivo para a compra.
Atualmente, emissoras de TV fazem transmissões experimentais com essa tecnologia. No Brasil, a RedeTV! exibe programas em 3D em São Paulo, Rio e outras capitais.Os aparelhos 3D com conexão à internet trazem aplicativos para explorar a tecnologia. Em geral, são vídeos curtos, incluindo shows, programas infantis e trailers.

Na TV paga, a Net oferece alguns títulos em 3D no serviço Now: são filmes, animações e programas, incluindo nacionais, como o culinário “Que Marravilha!”.

O maior investimento recente foi durante a Olimpíada de Londres, com 230 horas de imagens em 3D (4% do total de transmissão).

Outra opção de conteúdo 3D é o Blu-ray, mas os discos com essa tecnologia são caros. No Brasil, os títulos não saem por menos de R$ 50. E são minoria. Os lançamentos em 3D representam em torno de 10% dos filmes em Blu-ray à venda nas redes varejistas.

Há ainda jogos com a tecnologia para os videogames PlayStation 3 e Xbox 360. Mas são só cerca de 50 títulos.

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4. Para que serve a TV conectada?

Modelos de televisão que navegam na internet e possuem aplicativos começam a ganhar espaço no país

BRUNO ROMANI

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Elas se ligam à internet, dispõem de centenas de aplicativos e jogos e têm browser. Esses são os principais atrativos das TVs conectadas (ou TVs inteligentes), modelo de aparelho cada vez mais comum no mercado.

Segundo fabricantes, de 30% a 40% das TVs à venda no Brasil já são conectadas e os brasileiros começam a descobrir seus recursos.
Para atender a essa demanda, os principais aplicativos são de sites de vídeos, filmes e programas de TV.Vídeo por streaming, a transmissão em tempo real, é a principal função acessada por quem compra TV conectada no país.

Presente até em modelos simples de televisões inteligentes, o YouTube é site ou aplicativo com maior audiência. Concorrentes como o Vimeo também fazem sucesso, trazendo para a tela conteúdo popular na internet, como vídeos de gatinhos fofos e bebês dando risada.

Outra categoria popular é a de serviços de aluguel de filmes por streaming, como o Netflix, um dos mais usados na plataforma da Samsung.

Por esses recursos, a TV conectada é vista como concorrente das operadoras de TV paga. E a oferta de conteúdo gratuito é um atrativo.

Os fabricantes fecharam acordos com canais de TV, como Band, MTV e SBT, para que seus programas fiquem disponíveis on-line gratuitamente. A ideia é que sejam assistidos depois de serem exibidos na TV tradicional.

É comum encontrar aplicativos de canais estrangeiros, como a BBC, ou de portais, como o UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha), que nada cobram. Outro exemplo é a Sony, que usa o seu braço cinematográfico no Crackle, aplicativo sem custo que têm centenas de filmes.

Editoria de Arte/Folhapress

REPRODUTORES CONECTADOS

Para quem não tem uma TV conectada, a opção fica nas centrais de internet, aparelhos independentes que se conectam à web e que deixam qualquer televisão com uma entrada HDMI um pouquinho mais inteligente.

A principal função desses dispositivos é a reprodução de arquivos multimídia, principalmente vídeo. Entre produtos de diferentes fabricantes, a característica mais comum é o acesso ao YouTube e seus concorrentes gratuitos, além de serviços de filmes e seriados, como Netflix.

Em 2012, o Brasil viu chegar as principais plataformas no setor, a Apple TV e a Google TV –que desembarcou por aqui no começo de outubro sob a forma do Sony Internet Player.

Desde 2011, porém, marcas menos conhecidas, como a brasileira Multilaser, exploram o setor. Os preços dos aparelhos variam de R$ 399 a R$ 899.

5. Controle remoto por voz funciona?

Sim. Já é possível mudar os canais usando fala ou gestos, mas recurso ainda precisa melhorar

SAULO FERREIRA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Você chega em casa, se reconforta no sofá e diz: “Ligar TV”. O aparelho responde ao chamado. Em parte, ao menos, essa cena já é realidade.

Seguindo os passos de outros eletrônicos, como smart-phones e tablets, as novas gerações de aparelhos de alta definição vêm ganhando novas formas de interação.
A Samsung foi a primeira empresa a colocar TVs desse tipo no mercado global.No lugar dos velhos botões do controle remoto, entra o reconhecimento de voz e de gestos para comandar a TV.

Apesar de tentar algo novo com o sistema que ela chama de “interação inteligente” (Smart Interaction), a tecnologia ainda precisa amadurecer para chegar ao nível de sofisticação de sistemas interativos encontrados hoje, por exemplo, em videogames.

Para tornar o sistema mais palatável, a empresa criou palavras-chave de controle como “oi, TV”, “canal para cima” e “aumentar volume”.
Interagir com os aparelhos é fácil: basta dizer as palavras em voz alta. Só que o sistema não é preciso ao ponto de aposentar o controle tradicional; há ocasiões em que, mesmo falando com o tom de voz elevado, o aparelho simplesmente não reconhece o comando falado pelo usuário.

NA PALMA DA MÃO

Neste caso, quem não quiser “conversar” com a TV tem a opção de usar gestos para acessar suas funções. A palma da mão aberta em frente à tela é a deixa para que o sistema acompanhe os movimentos do usuário. Fechar e abrir o punho equivale a clicar no controle remoto.

A concorrente LG incorporou a opção de reconhecimento por voz em alguns modelos com o uso de um acessório chamado Magic Remote (vendido separadamente por R$ 250).

O usuário diz o nome de um filme no microfone e o sistema apresenta opções para assistir a atração, caso ela esteja disponível nos serviços. O recurso exige conexão à web.

Essas novas formas de controlar a TV devem evoluir nos próximos anos. Ao menos por enquanto, quem decidir investir em uma TV com esse tipo de recurso deve considerar aspectos como qualidade de imagem e som.

Os preços vêm caindo rapidamente. Quando chegou ao mercado, em junho, a TV de 46 polegadas da linha 8, da Samsung, era oferecida por R$ 6.500. Atualmente, caiu para R$ 5.000. Tendência similar é vista na concorrente LG.

Editoria de Arte/Folhapress

 

6. Quais conexões importam?

O principal é a entrada HDMI, padrão para transmitir vídeo em alta definição

SAULO FERREIRA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Você não precisa restringir a escolha da TV pela quantidade de conexões, porque todos os modelos oferecem opções semelhantes.

O mais importante é descobrir o número de entradas HDMI incluídas no aparelho. Esse tipo de conexão combina, em um único cabo, vídeo em alta definição e áudio de até oito canais, o que simplifica a ligação da maioria dos equipamentos domésticos.
Você poderá ligar ao mesmo tempo um receptor de TV por assinatura (se o seu plano de TV paga contemplar canais em alta definição), um videogame, um aparelho de DVD e um de Blu-ray.Em geral, modelos intermediários contam com quatro entradas, além de conexões analógicas para o receptor de TV por assinatura e a antena de TV digital. O número é suficiente para a maioria dos usuários.

Antes de o HDMI se firmar no mercado, era comum encontrar cabos caríssimos, produzidos com componentes de alta qualidade, para minimizar interferências nos sinais analógicos, sensíveis a fatores externos como magnetismo, eletricidade e calor. Por ser digital, o HDMI elimina esses problemas.

Contudo, a prática de oferecer cabos HDMI de “qualidade superior”, por preços elevados, ainda é comum nas lojas. Ignore esse tipo de oferta.

Editoria de Arte/Folhapress

7. Especificações são relevantes?

Da numeralha técnica dos modelos, resolução é a única que faz diferença

SAULO FERREIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

 

RESOLUÇÃO
Você encontra TVs de alta definição com duas resoluções de tela: HD (1.366 pixels x 768 pixels ou 720p) e Full HD (1.920 pixels x 1.080 pixels ou 1080p). Quem optar pelo Full HD deve saber que a resolução total desses aparelhos atualmente só é utilizada com Blu-rays, videogames e arquivos de vídeo mais “pesados”. Os modelos HD são mais simples e baratos


CONTRASTE

Com taxas que chegam a 1.000.000:1, define a capacidade que a tela da TV tem de reproduzir tons, dos mais claros aos mais escuros. Mas os fabricantes empregam métodos diferentes para chegar a esses números e é difícil perceber as nuances entre aparelhos similares

ATUALIZAÇÃO DE TELA
O número de vezes por segundo que a imagem é atualizada na tela. Ou seja, uma TV de 120Hz atualiza a imagem 120 vezes por segundo. Mas, se você não for completamente aficionado por imagem, não se preocupe com isso. É muito difícil notar diferenças entre um modelo de 120Hz e outro de 240Hz, por exemplo

CONSUMO DE ENERGIA
Mesmo a TV com maior eficiência energética do mercado não trará uma economia significativa na conta mensal. No papel, uma TV de plasma consome até 40% mais energia que um aparelho LCD de LED de mesmo tamanho. Mas, no plasma, cada pixel é uma fonte de luz e o consumo é dinâmico. Imagens mais claras consomem mais energia que imagens escuras. O LCD tem consumo menor, porém constante

8. O som das TVs é bom?

Não. E os fabricantes lucram com essa limitação

SAULO FERREIRA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

 

De uma maneira geral, a qualidade do som das TVs disponíveis no mercado, tanto no Brasil como no exterior, deixa a desejar.

Os modelos não conseguem reproduzir com fidelidade os efeitos sonoros mais sofisticados de filmes.

Isso ocorre porque as dimensões dos aparelhos, cada vez mais finas, dificultam a instalação de alto-falantes mais potentes.

Os fabricantes lucram com essa limitação ao oferecer vários produtos para “turbinar” o som das TVs. São home theaters, centrais e barras de som –confira abaixo as principais opções no mercado brasileiro.

Editoria de Arte/Folhapress

9. Que cuidados devo ter na loja?

Antes de fechar a compra, é essencial conferir os modelos pessoalmente

SAULO FERREIRA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

 

CUIDADO COM O MODO “LOJA”
Para promover seus aparelhos, empresas incluem entre as opções um modo chamado “loja” ou “demonstração”, que eleva brilho, contraste e as cores ao limite máximo. Solicite que função seja desligada para observar como é a qualidade de imagem no modo de uso doméstico


GARANTIA ESTENDIDA

Vale a pena pagar um pouco a mais para manter seu aparelho garantido por mais um ou dois anos, ao final da garantia do fabricante. Mas, atenção: o contrato de garantia estendida pode ser atrelado ao número de série do aparelho. Se ocorrer um problema com o produto durante a garantia do fabricante e ele for trocado por outro similar, veja se o novo aparelho será contemplado pelo seguro

LUZ AMBIENTE
A iluminação na loja é diferente da iluminação da sua sala de TV. Modelos de plasma se destacam em ambientes escuros, enquanto as telas de LCD se saem melhor em ambientes muito iluminados, mais comuns nas grandes lojas

ÂNGULO DE VISÃO
Você precisa enxergar a imagem mesmo quando estiver sentado nas laterais da TV. O problema afeta mais as TVs de LCD e LCD com LED. Teste na loja: fique diante da tela e dê passos laterais; veja se a imagem é nítida ou se escurece conforme o ângulo aumenta

LEVE SEUS FILMES
Nas lojas, as TVs são conectadas a aparelhos de Blu-ray que reproduzem vídeos com imagens deslumbrantes. Em casa, a coisa muda de figura. A TV digital aberta, a TV por assinatura e filmes em DVD têm resolução inferior. Para uma percepção mais realista da qualidade de imagem da TV, peça ao vendedor que sintonize o aparelho na TV digital aberta ou leve filmes seus para que sejam reproduzidos

10. E, no fim, o que levar para casa?

A Folha fez uma seleção dos principais modelos disponíveis no mercado brasileiro

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/tec/1175841-1-qual-o-tamanho-da-tela.shtml

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