Produtor de Darksiders 2 explica porquê.

A PlayStation 3 foi descrita como sendo uma dor de cabeça no que toca a desenvolver jogos para ela – quase cinco anos após o seu lançamento.

Marvin Donald, diretor do jogo Darksiders II da produtora Vigil, disse ao Eurogamer que o estúdio foi forçado a fazer “coisas estranhas” na consola da Sony.

“É uma dor de cabeça trabalhar nela,” disse ele. “Cinco anos depois e existe alguém que se tenha acostumado a ela? Isso quer dizer que é uma dor de cabeça.”

“Não sou um engenheiro, mas ouvi falar sobre isso muitas vezes. Tivemos de fazer coisas estranhas com a forma de como gerimos a memória.”

Durante o início de vida da PS3 a consola foi inundada de adaptações multiplataformas de má qualidade.

Na altura alguns produtores queixaram-se da complexidade do hardware, e diziam que levaria algum tempo até que conseguissem tirar partido do sistema.

Depois em 2009, Kaz Hirai, presidente da Sony Computer Entertainment, afirmou que a dificuldade de programar para a PS3 foi intencional de forma a garantir que a consola atingisse o tão prometido ciclo de vida de dez anos.

“É difícil de programar, e muitas pessoas só vêm o lado negativo nisso, mas se contornarem isso, verão que isso significa que o hardware tem muito mais para oferecer,” explicou Hirai.

“Nós não fornecemos ‘o fácil de programar’ para a consola que os produtores querem, porque ‘o fácil de programar’ significa que qualquer pessoa será capaz de tirar proveito de muito aquilo que o hardware pode fazer, por isso a questão é o que é que irás fazer para os restantes nove anos e meio?”

Donald explicou que os problemas que têm tido em programar para a PS3 têm sido relativos à gestão de memória.

“Mesmo como artista, é do tipo,’ Ok, as minhas texturas são muito grandes, estou em apuros porque verifiquei algo que faz com que a Xbox 360 crash e porque estão em 2048 quando deveriam estar a 1024 ou até mais pequenas’.”

“Mas na PlayStation 3 entras em categorias diferentes, e se uma dessas categorias ficar muito cheia o sistema irá crashar. Nesse sentido é muito mais sensível na PS3. Existem algumas coisas que simplesmente não podes fazer, ou que tens de fazer de forma diferente. Sim, é uma dor de cabeça.”

http://www.eurogamer.pt

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