Uma guerra moderna em cidades modernas: tiroteios no coração financeiro de Nova York, confrontos subterrâneos no metrô de Londres. Esse é o clima de Modern Warfare 3, como já desconfiávamos e agora pudemos conferir de perto em um evento em Los Angeles. O próximo Call of Duty não tenta reinventar a série, mas se desdobra para ampliar seu contexto, criando um campo de batalha espalhado pelo mundo, e não limitado a alguns poucos cenários.

Antes de uma demonstração que mostra grande parte, senão tudo, de uma fase que se passa em Manhattan, Robert Bowling sobe ao palco. O produtor da Infinity Ward descreve o novo jogo de guerra e faz questão de falar do tamanho. O novo Modern Warfare acontece no mundo todo, ele diz.

Sabemos que tudo começa na Índia, mas a missão que vamos conhecer (“Black Tuesday”) acontece em Nova York. Nessa fase, estamos no comando de Frost, um agente da Força Delta que atua sob comando de Sandman. Ele segue por uma rua, enfrentando russos, até chegar à Bolsa de Valores. De um lado surge um blindado APC transportando tropas inimigas. O prédio da Bolsa está cercado de entulhos, e TVs transmitem noticiário da CNN sobre a “Batalha de Nova York“. Frost passa pelos destroços, entra no prédio, enfrenta mais alguns inimigos e chega ao topo. Lá ele instala explosivos em uma torre que vinha bloqueando todas as comunicações na área.

Mas existem mais russos no topo dos prédios vizinhos, e eles atiram. É quando surgem os não-tripulados “Reaper Drones” americanos e limpam a área. Um helicóptero estilo Blackhawk surge e leva a tropa para longe da cidade. Frost assume uma metralhadora montada e vai disparando contra inimigos e outros helicópteros nessa espécie de fuga. A cena, exibida em uma sala cheia de jornalistas, confirma as descrições do jogo que publicamos anteriormente.

Ao fim desse trecho, Bowling diz que o jogo vai rodar a “60 quadros por segundo” sem oscilações e lembra que a campanha solo é só um dos elementos de Modern Warfare 3. O modo Special Ops vai voltar com novas opções, mas ninguém revela os detalhes. MW3 também terá o tradicional multiplayer, descrito por Bowling como “matador”.

A seguir, Glen Schofield, co-fundador e chefe da Sledgehammer Games, parceira da Infinity Ward em MW3, assume a apresentação. Ele vai mostrar uma fase que acontece em Londres. Essa missão não tem um nome na apresentação, mas segundo informações de nossas fontes, trata-se da “Mind the Gap”.

Você é um agente do Serviço Aéreo Especial britânico (SAS, na sigla em inglês) e tem a missão de monitorar uma ação de caridade suspeita de ser usada como fachada por um grupo terrorista. Você vê pessoas levando cargas até caminhões, que depois vão deixando o lugar. Depois de notar sinais de calor suspeitos em um prédio, você é enviado para avaliar o que está acontecendo. E tudo se transforma, é claro, em um tiroteio nas docas.

O confronto se arrasta pelas ruas ao redor e chega até o metrô. A missão segue por estações de metrô cheias de passageiros desesperados, que gritam quando um vagão começa a descarrilar. A tela se apaga.

A jogatina foi bacana, mas não mostrou muitas novidades além dos novos cenários. Não houve sinais claros de que os produtores tenham superado a barreira técnica de MW2, como Bowling havia dito. Encarar uma batalha em Nova York, embora seja algo cada vez mais comum, ainda é relativamente inovador. Enfrentar inimigos em um túnel de metrô é interessante. Mas nenhuma dessas duas situações mostraram surpresas que você esperaria de um Call of Duty.

O primeiro Modern Warfare quebrou a “maldição” da Segunda Guerra Mundial, período histórico que era usado em quase todos os jogos de tiro. Black Ops chamou atenção com suas florestas vietnamitas e uma cartucheira que cuspia fogo. Mas não vejo nada tão extraordinário assim nessas primeiras demonstrações de Modern Warfare 3. Suspeito que ele possa ser mais uma vírgula do que um ponto de exclamação na série.

Mas não me entenda mal. Tenho certeza que vou curtir Modern Warfare 3. Sou um fã declarado da série, assim como gostei muito do Medal of Honor recente e estou contando os dias para Battlefield 3. Esses jogos são, para mim, uma espécie de prazer proibido, posso mergulhar neles e nunca mais querer sair.

Mas não pude evitar uma certa decepção com o que vi de Modern Warfare 3. Eu não espero grandes inovações nesses jogos de tiro. Eles são como um jogo de futebol ou um pão na chapa. Mas eu gostaria de algo visualmente mais empolgante do que simplesmente novos cenários da campanha solo. É na campanha, afinal, que esses jogos têm a chance de criar algo diferente, novo, surpreendente.

Talvez eu esteja imune à expectativa porque já ouvi bastante coisa antecipadamente sobre o jogo, como sua história, o contexto, o multiplayer? Ou talvez, como apontaram alguns leitores, as pessoas gostem de ver o “hype” em torno de seus jogos. E talvez isso vá ainda mais além. Talvez o que esses jogos tenham a revelar de tão interessante e inovador seja mesmo o próprio “hype”.


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