Os smartphones dual-core atravessaram o Atlântico e chegaram ao Brasil. Depois de ter causado frisson na MWC 2011, a leva chega com um aparelho da Motorola, o Atrix. Ele fez sua estreia oficial hoje no país e não veio sozinho: além dos acessórios que são uma novidade tamanha para o mercado, o Atrix veio em companhia do Xoom, primeiro tablet da fabricante.

O Atrix por si só já chama a atenção, mas seu destaque é mesmo o que ele pode fazer em conjunto. As novidades são acessórios como a Multimedia Dock (que  liga o aparelho a uma TV), o Webtop (que faz dele um notebook) e a Car Dock (que transforma o smartphone em navegador GPS).

Para fazer tudo isso e funcionar como um smartphone, ele tem especificações bem parrudas. A lista conta com processador Tegra 2 de dois núcleos, cada um com 1 GHz de frequência, 1 GB de memória RAM, 16 GB de memória interna e tela de 4 polegadas com resolução de 540 x 900 pixels.

O Xoom também tem configuração invejável. Processamento e memória RAM são os mesmos do Atrix. Algumas diferenças são o sistema operacional — no caso, o Android 3.0 —, a memória interna de 32 GB e, claro, a tela. O modelo tem painel capacitivo com 10,1 polegadas e resolução de 1280 x 800 pixels.

Preço e disponibilidade

Os dois aparelhos estarão disponíveis no Brasil a partir da semana que vem, segundo a Motorola. Eles serão vendidos por operadoras, mas os preços sugeridos para os modelos desbloqueados são de 1.999 reais para o Atrix e 1.899 reais para o Xoom. O smartphone vem acompanhado da Multimedia Dock, sendo que os outros acessórios ainda não têm preço definido.

 

Após ser anunciado ontem, o Atrix já fez uma parada no INFOlab. Entre notebooks, smartphones, celulares e GPSs, o aparelho pode falar, sem falsa modéstia, que é um pouco de cada um. Ou melhor, um tanto de cada um.

As primeiras impressões não podem ser outras: os acessórios do Atrix elevam sua capacidade a muito além do smartphone. Tudo bem, como smartphone ele parece ter um ótimo desempenho. Nossa análise rápida já mostrou que a tela é muito sensível e tem ótima resolução — mas perde em definição para o Super AMOLED da Samsung.

Ainda no desempenho, o processador Tegra 2 de dois núcleos pareado com 1 GB de RAM dá respostas muito rápidas no uso do aparelho. A navegação torna-se ainda mais fluida no Android 2.2. Aliás, as grandes novidades em recursos de software acabam por aí, porque, embora seja de última geração no hardware, o Froyo já mostrou a que veio em outros aparelhos.

Por isso o xodó do Atrix é mesmo o que ele pode fazer além de seu painel de 4 polegadas. São três os acessórios que dão a ele maior poder: o Media Center, que conecta o aparelho à TV, o Lapdock, que faz do aparelho um computador portátil, e o Car Dock, que o transforma num navegador de GPS.

No nosso breve teste demos mais atenção ao Media Center. Ele é uma base que se conecta ao Atrix por HDMI e USB. Junto com o controle remoto, todo o conteúdo do aparelho pode ser reproduzido na TV. Com um cartão de memória (32 GB) somado à memória interna do smartphone (16 GB) é possível ter um centro de mídia de 48 GB que pode ser carregado no bolso.

Os outros dois acessórios também têm essa ideia: fazer do dispositivo portátil um aparelho que pode ficar na mesa — ou no carro. Eles serão esmiuçados pela nossa área de Reviews, assim como todo o aparelho, mas já deu para perceber que são inovações simples e interessantes.

O Lapdock tem interface de notebook sem configuração de notebook. Isso porque a base é, em essência, tela, teclado e touchpad. A CPU é o próprio Atrix que, ao ser conectado, consegue acessar a internet, reproduzir mídia e até rodar o Windows por máquina virtual.

O Car Dock é mais simples ainda. Ele se aproveita de um recurso do Android, o Car Home, que exibe uma interface com botões grandes e funções indispensáveis para o uso seguro do smartphone no carro. Conectado a essa base, o Atrix vira o navegador de GPS sem ter de abdicar de sua vocação de celular — sim, ele também faz chamadas.

O Atrix continua no INFOlab para ser submetido a mais testes. Quem quiser tê-lo em casa, também vai submeter o bolso a testes: o aparelho custará 1.999 reais desbloqueado.

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