Ele nasceu na União Soviética, enfrentou os maiores lutadores do mundo e, no final da sua carreira, teve um filho que se levantou contra a tirania dos bullies capitalistas. Ou quase isso. O australiano Casey Heynes, já conhecido no mundo todo como “Zangief Kid”, agora ganhou uma homenagem brasileira na forma de um webgame independente.

O objetivo é simples: descer o pilão no maior número possível de bullies antes que o tempo se esgote.  Para isso você conta apenas com as setas do seu teclado e a barra da espaço, que ativa o agarrão destruidor assim que o pequeno Heynes tiver sido incomodado o suficiente. Voce ainda pode compartilhar sua pontuação via Facebook.

“A ideia do jogo começou como uma brincadeira entre dois artistas 3D da equipe”, diz Vitaliano Palmieri Neto, um dos membros da equipe de desenvolvimento. “Eles falaram que iam fazer o jogo, mas ninguém colocou muita fé até que eles apareceram com os modelos quase prontos em dois dias. A partir desse momento, toda a equipe ficou empolgada com o resultado e fomos tentando convencer o pessoal que trabalha conosco a entrar no projeto”.

Segundo Vitaliano, a equipe começou com dez pessoas (incluindo programadores, artistas 2D e 3D e especialistas em web), que correram para produzir a primeira versão do game em uma semana de trabalho, usando o tempo livre de cada um e “ficando até as 5 da manhã para conseguir deixar o jogo ‘apresentável’”. O processo, porém, foi um tanto quanto anárquico.

“Nós tinhamos responsabilidade e liberdade total, cada um em sua área, e o máximo que acontecia eram conselhos sem autoridade que eram dados de um para o outro”, diz o programador. “Hoje o processo está mais atravancado pois tem muitas pessoas envolvidas, mas como a equipe toda se dá muito bem, nós sempre achamos a solução mais democrática”.

Atualmente, o jogo do Zangief Kid exige cerca de um minuto e meio para cada partida, mas a equipe promete novidades através de uma atualização que deve ir ao ar nesta segunda-feira (28). E mesmo sem essa atualização, é impressionante ver o que um time tão pequeno conseguiu em tão pouco tempo – principalmente em termos de visual. O cenário é simples mas bonito, e os bonecos se movimentam bem. Pode ser o começo de algo bem mais interessante.

Sorte aos camaradas brasileiros e vida longa à Mãe Rússia (e aos dois garotos envolvidos na briga de escola mais polêmica dos últimos tempos).

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