Professor da Universidade de Harvard escreveu um livro que explica como seria possível a transformação de humanos em zumbis com a ajuda de uma proteína.

Uma das diversões em se assistir a histórias sobre zumbis está exatamente no absurdo da situação: você nunca verá pessoas apodrecendo e passeando pela cidade quando sai às rua para alguma tarefa, certo?!

Pois comece a se preocupar, aparentemente a transformação de humanos em zumbis é possível, pelo menos teoricamente. Steven C. Schlozman, um professor assistente de psiquiatria da Universidade de Harvard, escreveu um livro intitulado “The Zombie Autopsies” (As autópsias do zumbi) em que cria uma série de contos ficcionais sobre o assunto.

Teoria da conspiração
De acordo com Schlozman, em entrevista para a PopSci, apesar de zumbis possuírem algumas funções motoras intactas – como andar e usar os dentes para rasgar a pele de outros seres humanos – o lóbulo frontal, responsável pela moral, planejamento e inibição de ações impulsivas, não existe. Já o cerebelo, capaz de controlar a coordenação, ainda está lá, porém de forma dormente.

Portanto, pode-se especular um culpado para este tipo de deterioração específica do cérebro, afirma Schlozman, uma simples proteína. De acordo com o psiquiatra, uma proteína específica chamada príon modifica outras proteínas, e é impossível reverter tal processo. A príon foi descoberta nos anos 50 e é responsável pela doença da Vaca Louca, pois se aloja na cabeça e cria estragos semelhantes a um tiro no cérebro. Por falar em vaca Louca, em janeiro deste ano saiu esta notícia Assustadora!


Partícula que causa doença da vaca louca pode ser transmitida pelo ar

Um príon, partícula infecciosa que causa a doença de Creutzfeldt-Jakob, popularmente conhecida como mal da vaca louca, pode ser transmitido pelo ar, ao contrário do que se pensava até agora, segundo um estudo suíço-alemão. A pesquisa recomenda precaução a laboratórios, matadouros e fábricas de ração para animais.
O professor Adriano Aguzzi e uma equipe de cientistas das universidades de Zurique, na Suíça e Tübingen, na Alemanha, e do hospital universitário de Zurique publicam a pesquisa na revista científica PLoS Pathogens. Os resultados, que segundo Aguzzi foram “totalmente inesperados”, mostraram que 100% dos ratos que foram trancados em câmaras especiais e expostos a aerossóis com príons durante um minuto adoeceram.

Segundo o estudo, quanto mais tempo durou a exposição ao príon, menor foi o tempo de incubação nos ratos e mais cedo se manifestaram os sintomas clínicos de uma doença causada por essa partícula – que degenera o sistema nervoso central.

A doença de Creutzfeldt-Jakob ataca o sistema nervoso central e geralmente é caracterizada por demência rapidamente progressiva, associada a contrações musculares involuntárias. A DCJ foi inicialmente descrita na Alemanha, em 1920, e desde então a incidência registrada foi de aproximadamente um caso para cada milhão de pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde.

A partícula príon já foi identificada na França, Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália, Austrália, Holanda, Estados Unidos e Japão. Em nenhum país das Américas, incluindo o Brasil, houve registro de casos humanos da doença. Cerca de 280 mil vacas morreram nas últimas décadas devido a essa doença

Estrutura da proteína Príon

A príon poderia, então, se alojar no cérebro e produzir um estrago semelhante ao que existe nas histórias ficcionais mais fatalistas sobre zumbis, destruindo um cérebro de cada vez. Claro, seria necessário programar a proteína para atingir o cerebelo e o lóbulo frontal, algo que não seria simples.

Em escala mundial

Todavia, para uma epidemia mundial seria necessário que o contágio se desse de forma mais rápida, como acontece com uma gripe normal. Para isso, o diretor de doenças infecciosas do hospital geral de Massachusetts, Jay Fishman, propõe o uso do vírus que causa encefalite, ou ainda o vírus da herpes.

Verdadeiros Zumbis: índios canibais mutantes

Na década de 50, a tribo Fore, habitante das florestas de Nova Guiné, sofreu com uma das piores doenças da história da humanidade. Chamada localmente kuru, a Doença de Creutzfeldt-Jakob, afetava principalmente mulheres e crianças causando graves problemas neurológicos e progressivamente uma invalidez total, matando a pessoa lentamente. A doença ainda fazia com que o indivíduo contaminado tivesse constantes explosões de risos.

Acontece que nessa tribo havia um ritual que consistia em comer o cérebro de seus antepassados mortos (algo supernormal, quem não tem uma tradição de família?). Por volta do fim da década de 50, o canibalismo foi proibido, acabando com a doença. E só em 82 descobriu-se que o responsável pela doença era uma proteína denominada príons.

Apesar da própria inserção da proteína em um vírus ser improvável, Fishman também comenta a necessidade de parar o príon, para que a putrefação não seja completa, apenas direcionada. A ideia do médico é utilizar bicarbonato de sódio para induzir a alcalose metabólica, aumentando o pH do corpo e diminuindo a proliferação da proteína zumbi no corpo.

Fontes: joesfera , zombie apocalipse

Via : Mataleonebr

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