Para o grupo de astrônomos americanos que resolveu bagunçar o zodíaco, a astrologia já nasceu com problemas. Quando os signos foram decididos na Antiga Babilônia, apenas 12 das 13 constelações foram levadas em conta, ignorando Serpentário e assim o 13º signo.

Ainda não há como saber quais seriam as características desse “novo” signo, só que o seu símbolo seria uma cobra. Na falta de uma definição, que tal tomar como referência um lugar tão antigo quanto a Babilônia?

No horóscopo chinês há o signo serpente, que tem como característica principal a reflexão. Os nativos deste signo são pensadores profundos, tendem para as perseguições intelectuais e filosóficas e têm reputação de sabedoria. Determinados, odeiam falhar seja no que for e devem aprender a ser humildes.

Veja as novas datas do “novo signo”. O horóscopo mudou segundo alguns astrônomos, confira as mudanças nos signos:

Capricórnio: de 20 de janeiro a 16 de fevereiro
Aquário: de 16 de fevereiro a 11 de março
Peixes: de 11 de março a 18 de abril
Áries: de 18 de abril a 13 de maio
Touro: de 13 de maio a 21 de junho
Gêmeos: de 21 de junho a 20 de julho
Câncer: de 20 de julho a 10 de agosto
Leão: de 10 de agosto a 16 de setembro
Virgem: de 16 de setembro a 30 de outubro
Libra: de 30 de outubro a 23 de novembro
Escorpião: de 23 a 29 de novembro
Serpentário: de 29 de novembro a 17 de dezembro
Sagitário: de 17 de dezembro a 20 de janeiro

Os 12 signos que conhecemos hoje foram definidos há quase 3.000 anos, quando a astrologia começou, e desde então, sua posição em relação ao Sol mudou. As datas valem apenas para quem nasceu a partir de 2009.

Ophiuchus, o Serpentário, é uma constelação do zodíaco. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Ophiuchi. Representa-se o serpentário como um homem segurando a Serpente, que fica dividida em duas partes no céu, Serpens Caput e Serpens Cauda, sendo mesmo assim contadas como uma única constelação.

SERPENTÁRIO

RS Ophiuchi, uma estrela muito fraca, é parte de uma classe incomum conhecida como “novas recorrentes“, cujo brilho aumenta em intervalos irregulares, centenas de vezes em poucos dias. A Estrela de Barnard, a quinta estrela mais próxima do Sol, também está nesta constelação. Outro sistema que faz parte da constelação é o 36 Ophiuchi.

De acordo com as fronteiras modernas, suas vizinhas são Hercules, Serpens Caput, Libra, Scorpius, Sagittarius, Serpens Cauda e Aquila.

Embora já fosse conhecida na Antiguidade, quando se formularam as regras da Astrologia, não é admitida no zodíaco porque há 3 mil anos estava longe da eclítica. Porém, com a precessão dos equinócios, já se situa entre Sagitário e Escorpião.Na verdade as próprias constelações do Zodíaco não seguem mais o ritmo descrito na Astrologia atualmente, se posicionado mais atrasadas em relação aos dias estipulados; Os astrólogos herméticos usam a elipse como estava disposta na Antiguidade, e excluem Ophiucus.

ARTIGO:

A POLÊMICA DO 13º  SIGNO DO ZODÍACO

Nos últimos tempos, temos visto alguma polêmica e alguns mal-entendidos no que diz respeito aos signos do zodíaco e às constelações que o mesmo contém. Na verdade, não devemos fazer confusão entre signo e constelação zodiacal. Os signos, em número de doze, correspondem cada um à divisão de 30 graus do círculo zodiacal ( 360 /12 = 30), os quais recebem o nome da constelação mais significativa daquela região do céu conforme os povos antigos que criaram tal concepção de organização estelar, e que a Astrologia adotou e ajudou a popularizar.

As constelações sempre tiveram, desde a época das civilizações mais antigas, a importante função de dar uma organização ao céu, facilitando sua leitura e ajudando na identificação dos astros. Sempre representaram uma verdadeira cartografia do céu. Acontece, contudo, que até o início deste século, a delimitação das constelações não respeitava um critério padrão, existindo cartas celestes com limites irregulares, além de arbitrários e ainda com algumas linhas curvas. Havia também mapas e globos celestes com configurações artisticamente elaboradas, sem a precisão do rigor científico, como ainda constelações que eram identificadas por linhas arbitrárias que interligavam suas estrelas.

Foi a partir de 1922, quando da criação da União Astronômica Internacional (UAI), que o conceito de constelação começou a mudar e surgiu Ofiúco (Ophiucus) como uma 13a constelação zodiacal. Durante a assembléia geral da UAI em 1925, em Cambridge, foi criado um grupo de trabalho para estudar a questão das delimitações das constelações, surgindo daí a proposta de criação de regiões na esfera celeste, tal como um país dividido em estados. Assim, a esfera celeste foi dividida em 88 regiões, também chamadas constelações, com tamanhos variados e delimitações bem definidas e retilíneas. Cada região recebeu o nome da principal constelação nela predominante e todas aquelas cortadas pela linha da eclíptica (linha que no céu, vista da Terra, representa o caminho percorrido pelo Sol durante o ano) passaram a ser consideradas zodiacais.

Convém explicar que o zodíaco é um círculo ou faixa de 17 graus no céu, que abrange toda a esfera celeste e que tem no centro a linha da eclíptica. Foi desta forma, então, que o zodíaco acabou por ser premiado com 13 regiões ou constelações, que são: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Ofiúco, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Convém salientar novamente que para ser considerada zodiacal a constelação deve ser atravessada pela linha da eclíptica, ou seja, o sol deve cruzá-la ao longo do ano. Acontece que depois de passar por Libra e Escorpião, o sol cruza Ofiúco de 30 de novembro a 17 de dezembro, antes de entrar em Sagitário. Porém, esta passagem do sol por Ofiúco não é considerada pela astrologia.

Do modo como foi organizado o céu pela UAI, todas as treze constelações ocupam espaços diferentes ao longo da linha da eclíptica, o que significa dizer que a divisão do zodíaco em doze signos de trinta graus cada um é puramente arbitrária e segue apenas a tradição dos povos antigos. Ofiúco é uma constelação um tanto extensa, sendo conhecida também por Serpentário. Na mitologia grega, este agrupamento de estrelas estava associado a Esculápio, deus da medicina. Segundo a lenda, Esculápio passou a dedicar-se à arte da cura após ver uma serpente ressuscitar outra com algumas ervas que trazia em sua boca.

Esta é, inclusive, a origem do símbolo das ciências médicas: duas serpentes enroladas num bastão. Ainda sobre esta constelação, diz-nos o saudoso professor Amaro Seixas Netto:

“Em realidade, o Zodíaco atual tem treze constelações. Desde 1952, temos adotado esta Constelação Zodiacal em nossos estudos, criando assim o Zodíaco perfeito e exato sobre a Eclíptica. Esta descoberta decorreu duma análise profunda do curso do Sol zodiacal, e deste modo propusemos a sua notação na Faixa Zodiacal bem como criamos o seu signo, publicado na Imprensa para registro. Pode observar-se que o Sol, no Zodíaco, percorre pequena parte do Escorpião e logo entra no Ofiuco, para depois ingressar em Sagitário.” SEIXAS NETTO, A. O zodíaco. São Paulo : Editora do Escritor, p[agina 60.

Para alguns astrólogos, a polêmica a respeito da existência de um 13° signo não faz sentido, haja vista que não são as constelações lá no céu que influenciam os seres aqui na Terra e sim energias cósmicas que tomam como referência os signos tradicionais. Há também opiniões que procuram justificar que tanto a cobra (Ofiúco) como o escorpião são animais que trocam de pele, indicando uma personalidade sujeita a grandes flutuações, e que, neste caso, Ofiúco vem a ter o mesmo significado astrológico de Escorpião.

Portanto, apesar de termos 13 constelações zodiacais, com a inclusão de Ofiúco, a divisão do zodíaco em doze signos, para efeito da astrologia, segue a antiga tradição e não precisa levar em consideração as mudanças estabelecidas pela UAI, o que muitos astrônomos consideram uma imperfeição. E como a divisão do zodíaco em signos não apresenta nenhum interesse prático maior para a astronomia, o surgimento de Ofiúco como região zodiacal em nada deverá abalar as crenças e os estudos astrológicos, pois os astrólogos sabem que suas concepções não partem das constelações e sim dos signos, que são meras convenções.

Paulo Araújo Duarte –  Professor de Astronomia do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Catarina.

Fonte:

Sem comentários

  1. Pedro Cabral Cavalcanti

    29 de junho de 2011 em 11:52

    Recentemente, apareceu o 13º “signo” que os astrônomos chamam de Serpentário. Na realidade, Serpentário não é um signo e sim uma constelação que está entre Escorpião e Sagitário. No meu livro CONHEÇA A ASTROLOGIA PARA MELHOR SE CONHECER publicado pela Editora Baraúna lanço uma nova teoria sobre o zodíaco como sendo o próprio campo magnético terrestre que foi originado do CAMPO MAGNÉTICO CELESTE (Energia Cósmica) na FORMAÇÃO da Terra e que permanece IMUTÁVEL. Portanto, é uma energia que nada tem a ver com o campo ferromagnético da Terra que muda com o tempo. Os PLANETAS percorrem RAIAS ENERGÉTICAS em relação a sua estrela mãe, no nosso caso o SOL. Não importa sua distância elas fazem parte do TODO ENERGÉTICO UNIVERSAL que nos envolvem. Os planetas percorrendo essas raias dão equilíbrio ou desequilíbrio às energias pessoas, dependendo de sua angulação em ralação à Terra. Essas raias em si é que caracterizam os planetas que são apenas rochas perdidas no espaço, de forma que se trocarmos a posição da Lua com a de Plutão este assumirá as características da Lua e vice-versa. Além disso, as constelações de Escorpião e Sagitário estão muito próximas uma da outra de forma que se existiu sua influência ela foi incorporada às de Escorpião e Sagitário, ou então ela estava fora da eclíptica (caminho do Sol).As pessoas que acham que mudaram de signo devem atentar para o fato de que a personalidade é formada não somente pelo signo solar, mas igualmente pelo SIGNO ASCENDENTE, razão pela qual é preciso conhecer seu ascendente. O Sol imprime brilho na sua personalidade, mas o signo ascendente é sua PORTA CÁRMICA para esta vida e se houver planetas nele ainda mais interfere na personalidade total. Assim também o SIGNO DESCENDENTE significará tudo que você irá encontrar pela frente em sua vida. Tudo depende da posição dos planetas no mapa astral de nascimento. É por isso que muita gente acha sua personalidade mais parecida com o signo ascendente do que o solar. Engano de quem achar que mudou de signo. Como já disse: Serpentário é uma constelação e não signo. Agradeço a oportunidade de esclarecer. Qualquer coisa entre em contato.pcabralcavalcanti@gmail.com

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